O Mercado Central de BH

No dia seguinte, já devidamente instaladas em um Hotel digno do nome, partimos para as primeiras incursões, descendo e subindo ladeira, num dia de sol luminoso e temperatura friazinha. Fomos ao Mercado Central, que eu ainda não conhecia.

Trata-se de um mercado. Mas mercado mesmo, com tudo que voce possa imaginar. De galinha viva a uma seção imensa de passarinhos (não tem Ibama em Minas? Gente… que horror!). De móveis a verduras. De ferramentas a roupas indianas e artesanais. E, como todo mercado, uma completa esculhambação organizada. Tem tanta coisa prá olhar que sua mente se perde. Num dá conta de oiar tudo, como dizem os mineiros. Mas consegui garimpar uma camisetinha linda, que depois me arrependi de ter comprado somente uma.

Dai as meninas resolveram provar o prato típico desse Mercado: fígado com jiló. Dá prá acreditar que alguem, em sã consciência e de sem ser sob tortura, coma uma coisa dessas? Pois nos sábados o povo faz fila nos barzinhos do Mercado. O aspecto não é dos mais desagradáveis, mas confesso que nem provei.

Em Belo Horizonte, o Brasil Palace Hotel

Chegamos a BH à noite e fomos direto ao Hotel que eu havia reservado pelo Booking.com, o Brasil Palace. Pelo Booking ele era um hotel 3 estrelas, simples, com uma excelente localização no centro da cidade. Logo na entrada tivemos que empurrar as malas por uma escadaria de uns 12 degraus. Se não fosse o motorista do taxi que nos trouxe do aeroporto, as 3 senhoras aqui teriam que exercitar seus músculos malhados pelo Pilates semanal.

De cara o hotel tem um jeitão anos 40 que me agradou bastante. Uns abajus art deco, uns lambris de madeira nas paredes, umas luminária de teto com pingentes de vidro, enfim, uns negocios muito bonitos.

Ai subimos. Vejam bem, somos 3 senhoras, certo? E o cara nos leva para um quarto com 2 camas!! Ficamos nos olhando sem entender. Ele disse: vamos colocar uma cama extra! Eu: Uuuu queeeeeeee??? Cama extra??? Senhor, eu reservei um QUARTO TRIPLO! E lá descemos nós. O pobre do Max (era esse o porteiro da noite, coitado) ouviu poucas e boas.

Uma meia hora depois nos levam prá cima de novo. “Arrumamos o quarto, senhoras”. Chegamos e era realmente um quarto triplo. Só que, que quarto, meus queridos 3 leitores, que quarto. 3 caminhas, um quarta-roupa (acreditam? quarda-roupa daqueles de madeira, antigo?), 1 mesinha de cabeceira. A essas alturas já devia ser quase 1 da manhã, nós, loucas de cansadas, e o cara: “vou mostrar como liga a televisão”. E nós, em coro: “ninguem quer televisão, não!”. Coitado.

Minhas pobres amigas no quarto do maldito hotel

Bom, vamos escovar os dentes prá dormir. E o banheiro??? Hehehehe. Inacreditável. Vamos por partes. Não tinha box. Tinha um chuveiro em uma das paredes, mas não tinha box, nem cortina, nem nada. Sentar na privada tinha que ser de lado, porque a distancia entre ela e a parede devia ser de uns 2 cms, o que impedia uma boa acomodação de um traseiro. Na porta, fechadura, trinco ou coisa parecida, nem pensar. Um buraco indicava que já tinha havido, mas agora não mais.

Era 1 da manhã, mas puxei do meu mac, pluguei meu 3G, acessei o Booking e reservei outro hotel pro dia seguinte. Ah, a tecnologia…

Agora estou esperando o Booking me pedir para fazer minha resenha sobre o Brasil Palace Hotel. Minha vingança será malígna.

Mas olha como ele tinha umas coisas bonitas

Essa é uma visão de parte do lugar onde servem o café da manhã
Essa é uma visão de parte do lugar onde servem o café da manhã
Que lindo o lustre!