Enfim New Jersey

Enfim chegamos. O vôo foi tranquilo e de cima já viamos o branco da neve dominar toda a paisagem lá embaixo. Chegamos as 14:40, imigração rápida e sem problemas, bagagem recolhida, saimos para encontrar Daniel. O frio era grande, mas não insuportável. Estavamos a zero grau.

Do aeroporto fomos direto ao Outlet encontrar o pessoal que já estava lá fazendo compras. A paisagem era incrível e estranha para uma habitante dos trópicos

O meu filhotinho e sua madrinha

De porque aquele não foi o último dia

Chegamos ao aeroporto por volta das 7 da manha, para um voo que sairia rumo a Nova Jersey às 9. Ordeiramente ficamos na fila, passo a passo, até que chegou a nossa vez. E ouvimos que o voo 1741, da Continental Airlines, tinha sido cancelado por mal tempo em Newack.

Eu não queria acreditar. Todo o roteiro da nossa chegada aos EUA havia sido cronometrado para chegarmos junto com meu irmão e minha cunhada Ytalo e Lia, de modo a darmos menos trabalho a Daniel e Thaisa. E aquilo atrapalhava tudo. Em situações assim eu perco momentaneamente o rumo, fico toda errada, me sinto desamparada. Alguem vai me dizer que é o preço que pago por fazer tudo tão planejado, por não deixar a vida me levar.

Não quis acreditar, mas era a mais pura verdade. Teriamos que passar mais um dia no Mexico.

E ai, depois de absorvido o estresse, arrasamos ficando hospedadas no hotel do aeroporto, um NH caríssimo, mas super confortável.

E ai, o fecho de ouro de nossa estada no Mexico foi um almoço no aeroporto, chinfrim, sem graça. De sobremesa escolhi uns morangos com creme e voltei pra mesa. Fá foi pegar sua salada de frutas e me volta com um copo com pedaços de frutas, envoltos em um liquido vermelho, que me pareceu groselha.

“O cara perguntou se eu queria sal, ó”, ela disse. “Que suco é esse?”, perguntei. “Gazpacho”, respondeu. “GAZPACHO”, gritei. E ela, indulgente: “Vera, não é carpaccio, é gazpacho, e é apimentado”. Dai fui explicar a ela de que se tratava aquele liquido. Ela ainda tentou catar os pedacinhos de melão, mas a pimenta era das brabas e danou-se prá arder.  Diz ela que ficou com os labios voluptuosos até o dia seguinte. Pena que não tirei uma foto.

O Polanco

Nosso último dia – nós ainda não sabiamos que aquele não era o último – no Mexico foi coroado com um jantar super legal, em um bairro super chique: o Polanco. Enquanto procuravamos onde comer, passamos por Loius Vitton, Armani, Versace e coisas do gênero. Só não paramos para comprinhas ali porque estávamos com muita fome, claro!

E descobrimos uma trattoria chamada LCN, que – descobrimos depois – queria dizer La Cosa Nostra. Comemos belos filés, tomamos belos vinhos e voltamos com Dom Antonio Banderas, el mexicano, nosso motorista, que nos mostrou como pintava o “bigote” e as “patitas” para agradar las mujeres.

E fomos arrumar as malas.

Ainda o Zócalo

Para mim é O LUGAR no Mexico. Agitado, buliçoso e ao mesmo tempo com um ar retrô que eu amo.

Enquanto Madrid é cor de tijolo, o Mexico é gris. Os predios são gris, como se estivesse precisando de uma boa escovada. Aquele colorido exuberante que vimos em Xochimilco e em alguns artesanatos de outras regiões do país, não vimos em Mexico DF, a Capital.

Mas o Zócalo, mesmo gris, tem uma grandiosidade que impacta. E, se de um lado tem um Palacio do Governo cheio de policiais, ao lado tem uma Catedral que está afundando. Não é como a Torre de Pisa, que pende prum lado;  ela esta afundando toda. Então o Zócalo é isso: um Palacio vigiado, uma Igreja afundando e no meio o povo reclamando, reivindicando, falando.

Na segunda vez que lá estivemos, fomos devagar, passeando. E Fá encontrou um tipo que vendia jornais e fazia propaganda de um partido político cujo nome era … Partido de los Trabajadores! O símbolo é um estrela sobre fundo vermelho. Claro que ela foi conversar com ele. Inácio, Inácio Luis.

O video mostra como foi esse passeio

O museu de Antropologia é 10

Passamos a tarde inteira no Museu de Antropologia e ainda foi pouco. Que lugar lindo, que história fascinante, que peças incríveis. Não tem como descrever, mas preciso ressaltar a coisa mais surpreendente está nos jardins: reproduções belíssimas de templos mayas, de esculturas, de tumbas, de deuses. Tudo isso em meio a plantas e árvores, dando um efeito belíssimo. Eu parei, pasma de espanto! Nenhuma foto que eu tenha tirado faz jus aquela beleza.

Olha eu, abismada

 

Fa e a cabeça de um olmeca

 

O desayuno da primeira dama

Quando iamos ao Museu do Mural nos deparamos com um imenso aparato policial: transito interrompido na Av. Juarez, uma das mais importantes do centro, policia federal, policia civil, policia montada, grades de ferro isolando a avenida, enfim uma operação de guerra.

Obviamente ficamos encucadas e fizemos mil elocubrações. Mas Fá, que não é de deixar sua veia de reporter sem investigar os fatos, foi lá perguntar a um policiazinho, que devia ter uns 15 anos. A informação foi que se tratava de um evento no Hilton, onde a primeira dama estava desayunando! Legal, né? Se é essa confusão toda pra ela tomar um café, imagina quando ela resolve jantar.

E depois nós é que somos folgados…

O Museu do Mural de Diego Rivera: Sonhos de um domingo no parque

Ontem foram os dias dos museus. Começamos pelo Museu do Mural de Diego Rivera. É um negocio realmente impressionante e lindo. Deve ter uns 20 metros de largura por uns 5 de altura, com as figuras mais importantes de uma época na história do Mexico. Obviamente tem a Frida, mas, supreendentemente, não tem o Leon Trotsky. E não me digam que aquele mulherengo do Diego tinha ciumes de Frida, não é? Deve ter sido esquecimento mesmo…

Mas o mais interessante é que o mural “morava” em um Hotel e de lá foi transportado para o local atual, numa operação gigantesca que levou parede e tudo.