Eu uso óculos escuros

Uma sábia lição do meu irmão: depois de uma certa idade só tire retrato de óculos escuros, não importa que seja de noite. E, se além do óculos, você usar um chapéu, então, melhor ainda!

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Melhor compra em Nova Iorque

Indiscutivelmente a melhor coisa que compramos aqui, desbancando todas as roupas que Ylton comprou na Gap, na H&M e na American Eagle, todos os eletrônicos que comprei na B&H e os cremes e shampoos, foi o Metrocard, um cartão pro metrô. O legal nele é que se compra por dias de uso e não por número de viagens, como é no Rio. Compramos um para 15 dias e se quisessemos teriamos passado todo o tempo prá lá e prá cá.

Olha ele aqui

Bandeira: uma obsessão americana

Alguém uma vez me disse que os filmes americanos eram obrigados por lei a apresentar, em um de suas cenas, a bandeira nacional. Passei a observar e vi que era verdade, em todo filme lá está ela, nem que seja de relance. Fiquei pensando que os diretores de cinema deveriam, em alguns filmes, dá dó em pingo d’agua prá achar a cena adequada onde ela vai aparecer. Pois me enganei redondamente. Eles nem precisam pensar ou planejar. Qualquer cena de rua que fizerem, seguramente vão topar com uma bandeira. É impressionante. Tem bandeira em tudo que é lugar. Desde assim, como essa, na New York University, onde era esperado que tivesse …

 

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… até no bares, nas lojas, nas portas das casas. No começo estranhei muito, mas depois fiquei pensando que nós brasileiros temos uma relação meio ambivalente com a nossa bandeira. Durante tanto tempo ela nos foi expropriada e usada pelo povo dos porões, que ainda não temos muita tranquilidade e orgulho em usá-la como os americanos usam a sua. Mas, mais um governo do PT e teremos nossa bandeira em todo canto!

Uma foto legal

Governors Island

 

Essa foto foi feita por Dani, com minha máquina. E eu a coloquei, primeiro prá mostrar como ele promete como fotógrafo e depois porque achei que eu fiquei muito legal nela. 😀

Sábado fomos num diner

Sabem aquelas lanchonetes que a gente vê em filmes, que tem uma garçonete que fica colocando café o tempo todo na xícara do fregues? Que as mesas tem dois bancos estofados e que tem um balcão com banquinhos tambem estofados? Pois fomos tomar café da manhã em um desses no sábado. E isso chama-se diner. Um verdadeiro barato! Tivemos a sorte (?) de ter como garçom um figura meio masculina (não diria que era exatamente um homem), gordinha, de cabelo grisalho, que dava rabiçaca e sorria. Imaginem! 

Dai você pede aquelas coisas gordurosas, deliciosas, que só se come quando se viaja, toma aquele café que fotografei e já mostrei e come panquecas com mel de marple. A panqueca é diferente da nossa, mas espessa e que lembrou uma comida que minha mãe fazia quando eu era pequena e que se chamava “chapéu de couro”. De quebra aprecia a decoração estilo anos 50. E ri do garçom, naturalmente.

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Olha nós em foto feita por... nosso garçom!

Sentir-se seguro em uma cidade imensa

Essa é uma sensação fantástica: sentir-se seguro, não ter que andar com a bolsa colada no corpo, não se preocupar se estar andando em uma multidão. Ficamos conjecturando como é possível uma cidade do tamanho dessa, com uma população nativa extremamente diversificada, milhares de turistas de todo canto do mundo, e a gente observar as pessoas andando despreocupadamente. E não há um policial em cada esquina, mantendo a ordem pelo temor. Nada disso. Tenho visto pouquissimos policiais. Sei que eles existem, que estão atentos, mas não é uma presença ostensiva. Muito legal isso.

O Metrô para Manhattan

Da casa de Dani e Tha o metrô tem que atravessar o Rio East para chegar em Manhattan. Pois muito bem, como ele atravessa? Por uma ponte? Nãããooo, por debaixo do rio!!! A gente vai numa boa, de repente o trem desembesta a andar, corre feito um condenado, balança que nem uma rede, e seus ouvidos começam a sentir uma pressão. Signfica que, além das toneladas de terra, tem sobre nossas cabeças bilhões de litros cúbicos de água! Digai se não dá um medo?!

Melhor não se lembrar disso e aproveitar para passar um baton…

O metrô de Nova Iorque

Tem uma coisas no metrô que me pareceram esquisitas. Por exemplo: em quase todas as estações as plataformams são muito estreitas. Fico morrendo de medo de cair. Imagine aquilo lá em plena hora do rush. Outra coisa é que algumas estações são sujas e mal cuidadas. Ficamos imaginando que um bom escovão nelas e já daria outra aparencia.

Mas nada me chamou mais a atenção do que a mania que as mulheres têm de se maquiar dentro dos trens. Vimos até agora pelo menos umas 5 ou 6. De repente elas pegam a base, o rimel, o curvex (lembram de curvex??? curvex é ótimo!) e haja a arrumarem a cara, na maior, com seus espelhinhos minúsculos.

Por duas vezes vimos tambem entrar um grupo de 5 homens negros cantando naquele estilo das bandas dos anos 50. Aquele estilo que tem um com a voz grossona e o conjunto fica fazendo bum-bi-dum-bi-dum, sabe como? Um barato! Eles passam cantando e recolhendo moedinhas do público.

Mas, no geral tá todo mundo com seus MP3 plugado nos ouvidos, cochilando. Eu fico com a maior vontade de sair perguntando o que eles estão ouvindo. Bom, às vezes nem precisa porque o bicho tá tão alto que eu fico escutando tambem.

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Uma estação do metrô, em foto de Ylton