O Pata Negra brasileiro

Da última vez que estive em Nova York fomos a um bar de tapas no East Village, chamado Pata Negra. Muito legal! Pequenininho (6 mesas, talvez), com uma bela carta de vinhos e umas tapas deliciosas. Dai, quando vi em Curitiba um restaurante chamado tambem Pata Negra, fiquei louca de vontade de conhecer. Minha esperança era que fosse um restaurante espanhol que servisse algo a mais que paella.

Pra começar em termos de espaço, ele não tem nada a ver com o de Nova York. É grande, tem mesas na calçada e uma decoração meio “over”: paredes de tijolinho, candelabros de ferro, vestidos dependurados, cabeças de touros, enfim, algo meio desorganizado, mas nem por isso desinteressante.

 

A carta de vinhos é limitada, os tempranillos espanhois são caríssimos, terminamos tomando um pinot noir chileno. No cardápio, felizmente, tinha mais coisas alem da paella. Comemos uma carne gostosíssima, acompanhada por um risoto de brócolis que estava delicioso.

O restaurante fica na Praça Espanha, um lugar muito agradável, que tem uma feirinha de antiguidades nas tardes dos sábados. Vale a pena um passeio para fazer a digestão.

 

 

O Bar do Alemão em Curitiba

Semana passada estive em Curitiba e procurando um lugar interessante para comer acabamos indo ao Bar do Alemão, no Centro Histórico. Para ser uma choperia o lugar é relativamente pequeno e prá completar, como estava chovendo, uma multidão de espremia na parte interna do Bar. De qualquer maneira é um bar com aquelas características de decoração que se supõe se “tipicamente” alemã: madeira escura nas mesas, vigas idem no teto, fotos de cidades alemãs e daí prá frente.

A comida é também aquela “típica”: salsichas, chucrutes, saladas de batata. O ponto alto mesmo é o chope submarino. Eles servem uma caneca de chope (daquelas “típicas”) e dentro dela vem uma canequinha com steinhagen. Isso mesmo, dentro do chope, o steinhagen. Assim, ó:

Não é interessante? O problema é que não dá prá sair tomando canecas e canecas de chope, sob pena de sair carregado. A vantagem é que voce leva a canequinha prá casa. Não é fofo?

A exposição do Angeli

Angeli, com seus desenhos, marcou prá caramba a minha geração. Rebordosa é a minha preferida, mas que dizer de Meia Oito, o revolucionário, Bibelô, o machista peludo, os Skrotinhos? Geniais! Pois Angeli está em exposição aqui no Centro Cultural Itau.

 

Infelizmente a mostra está confusa, em um espaço muito pequeno, com tirinhas colocadas em locais de absoluta impossibilidade de se ler. Mas vale a pena rever os personagens. Morri de rir com a serie “cartunista velho” e “cartunista em crise”. Sem falar que as entrevistas dele são ótimas.

Senti falta tambem de algo como um espaço para venda de coisas referente a exposição, quem sabe números da revista Chiclete com Banana, ou posteres com alguns dos cartoons. Esses bonequinhos abaixo estavam lá, mas não para venda. Uma pena.

 

Um excelente restaurante grego em SP

No século passado eu tinha conhecido um restaurante grego aqui em São Paulo, levada por meu amigo Cantalice, que desde que cheguei queria me lembrar onde era. Semana passada sai com meu irmão e ele disse “vamos num restaurante grego?”. E para minha grata surpresa era aquele mesmo que eu estava procurando.

Chama-se Acrópolis e fica no centro da cidade (sei que existe outro nos Jardins, mas fomos mesmo no original). É um restaurante pequeno, apertado, barulhento, com aquele tipo de decoração (se é que se pode chamar assim) confusa de um bom botequim, mas a comida, a comida, hummmmmm. Gostosa, farta, variada. No dia que fomos o serviço era interessante: voce se dirigia ao balcão, olhava a comida, dizia o que queria e voltava pra mesa porque o garçom lhe traria. Pode-se pedir uma porção, e faça isso se voce estiver verdadeiramente com a fome de um leão, ou meia porção, que foi o que pedi e mesmo assim não consegui comer tudo.

O cabrito estava divino e apesar de ter ficado de olho na mussaka, não consegui espaço no estômago. Fica prá próxima. O ponto fraco são as sobremesas, pouco convidativas. Mas, por favor, coma a salada que é trazida de entrada. Apesar de ser uma simples salada de alface, tomate, pepino, etc, o tempero é demais! Será que é por conta de umas lasquinhas de parmesão?

O endereço: Rua da Graça, 364 – Sta Cecília / Bom Retiro  São Paulo
(0xx)11 3223-4386

As joias de Thereza Collor

E vou eu passeando pela Av. Paulista dia desses e me deparo com um enorme cartaz: “Joias do Deserto, de Thereza Collor de Melo”. Claro que logo me peguei pensando “o que aquela dondoca esta fazendo aqui? Expondo suas joias?”. Mas logo me lembrei que meu irmão havia me contado que ela é uma viajante exótica, que adora viajar só com sua câmera fotográfica para lugares pouco turísticos. Entrei.

Entrei e me extasiei. São umas 2.000 peças belíssimas de adorno dos povos dos desertos africanos e asiáticos. Coisas inacreditavelmente bonitas como colares, adornos de cabeça, bolsas, brincos, roupas, cintos. Nunca imaginei que povos vivendo em desertos pudessem ter uma arte tão refinada.

A exposição está super bem organizada e é uma verdadeira aula de História. Quem estiver por aqui ou pretender vir, não pode deixar de ver.

GALERIA DE ARTE DO SESI-SP – CENTRO CULTURAL FIESP RUTH CARDOSO
End.: Av. Paulista, 1313 (metrô Trianon-Masp) – Tels.: (11) 3146-7405/06

Até o dia 10 de junho. E quem quiser mais informação, tem aqui