Évora em 2000

20.09.00 – Hoje é o aniversário do meu filhote, que está em Noronha com o pai e eu não consigo falar! Desespero.

A viagem para Évora foi tranquila e rápida (são 135 km de distancia). Sobreiros (árvore da cortiça) por todos os lados na estrada. Em Évora, estação rodoviária nova, inaugurada ano passado.

Hospedadas na Pensão Giraldo, rua dos Mercadores (7.900 escudos por um quarto duplo, com 2 camas de casal e um banheiro imenso), no meio da parte histórica da cidade. A um passo de tudo e mais alguma coisa, como dizem os portugueses. terceiro andar, sem elevador, subir com as malas foi pesado.

Vista da janela do quarto

A cidade é linda e histórica. Há uma praça central linda, onde acontece as coisas. Ótima para se ir à noite. Fiquei completamente atônita quando vi que a Universidade foi fundada em 1536. O Brasil era ainda uma terra papagalis e Évora já tinha Universidade. Fantástico! Fiquei tambem embasbacada com o Templo de Diana, construido pelos romanos. Demais!

Templo de Diana

Uma outra coisa interessante é a Capela dos Ossos. Fiquei impressionada. Nunca pensei que houvesse uma coisa assim, uma capela cujas parede, teto e piso são feitos de ossos humanos. É uma coisa meio macabra, meio idade média, sei lá. Me incomodou.

Capela dos ossos
Capela dos ossos

O Congresso está sendo igual a todos: trabalhos vazios, genéricos, “deslumbrados” ou “marqueteiros”. Desorganização total. Ninguem consegue informações sobre onde, como, que horas…

Marta e eu no pátio da Universidade de Évora

Algumas informações úteis (validas no ano 2000, mas hoje apenas com valor histórico)

  • Cafezinho —-> 75 escudos
  • Metro ——-> 100 escudos
  • Ônibus ——-> 165 escudos
  • Vinho da casa ——> 700 escudos
  • Malboro ———> 390 escudos
  • Prato em restaurante simples —–> de 1.200 a 1.700 escudos
  • PF no Primo Basilio ———-> 800 a 900 escudos

Lisboa em 2000

18.09.00 – Uma manhã inteira andando para resolver a ida para Évora. Passagens compradas no terminal de auto-carros, no Arco Cego, perto do Metro Saldanha. Preço: 1.4000 escudos.

Tomamos o metrô até o Chiado, um café n’A Brasileira. Descemos a pé até a Praça da Figueira e comemos por ali mesmo. Nada digno de nota. Jantamos na casa de Tina, com Steve e Cristina, seu filho e nora. Ótima noite! Na volta prá o Hotel. Uma passada por Mirasintra, onde fica a casa de Cristina.

19.09.00 – Chico Zé aparece logo cedo às 8:30. Todo elegante de “fato e gravata”. Conversamos, almoçamos no Primo Basilio que fica vizinho ao Residencia Alicante, o hostal onde estamos hospedadas. Chico tras seu album de fitas e essa é uma história à parte. Já na casa de Tina havíamos sido apresentadas a esta reliquia tradicional portuguesa. São fitas coloridas, largas, de cetim, cujas cores indicam categorias. Essas fitas são organizadas em um álbum depois que o aluno se forma, mas durante o curso ele as usa presas ao manto negro usado nas solenidades. De acordo com as cores tem as da Universidade, as do curso e outras escolhidas para caracterizar parentes, amigos, namoradas, etc. O formando pede às pessoas que escreva alguma coisa em uma fita e ao final elas são guardadas com todo amor e carinho nos ditos albuns de capa de couro. É interessante… Ah! há uma solenidade que reune todas as Universidades, onde a autoridade religiosa benze as fitas. No momento em que a Universidade é nomeada, os alunos agitam suas fitas, fazem bagunça, enquanto os outros vaiam. Hum… cada qual com seu cada qual. 

Lisboa, Évora e sul da Espanha

Em setembro de 2000 a cidade de Evora, em Portugal, abrigou um congresso sobre Paulo Freire. Eu tinha começado meu doutorado e estava super interessada em tudo que dissesse respeito a ele. Fui com minha orientadora e amiga Marta e meu amigo Paulo. Depois do congresso ficamos ainda uns dias passeando pelo sul da Espanha. Nosso percurso foi: Lisboa – Évora – Sevilha – Granada – Madrid – Lisboa.

16.09.00 – Chegamos a Lisboa, Tina nos esperava. Logo depois chega Luiz e a imensa surpresa de todas nós: ele não tem dentes! Nenhum!
Fomos almoçar em Sesimbra, uma praia perto de Lisboa, que pertence ao distrito de Setubal. Comemos peixe tambaril e arroz de mariscos, que nos custou 15.300 escudos. O percurso foi muito bonito, com mar e montanha. Vimos Setubal, que tem a enfeirar (é só chegar em Portugal e já começo a usar os verbos no infinitivo) uma fábrica de cimento cinzenta. De Sesimbra só vimos mesmo uma parte da orla marítima, mas me surpreendeu ver mulheres em  topless, mesmo mulheres mais maduras. Ora, pois, o conservador Portugal. No Brasil elas seriam presas.
Sesimbra
Depois do almoço continuamos o passeio. Fomos ao Cado do Espichel, com o Atlantico rugindo embaixo, lembra o Cabo da Roca em Sintra. Há tambem um castelo, mas ninguem sabia nada sobre ele. Na verdade de castelo mesmo ele só tinha os muros externos, dentro é um espaço vazio e uma casa de chá ou algo assim, em estilo mais moderno.
Cabo do Espichel
Cabo do Espichel

17.09.00 – Domingo. Amanhece chovendo. Zeca telefona e passa cedo no Hotel para irmos passear na Alfama. Por sorte parou de chover e fizemos um belo passeio à pé, que é como merece ser feito nesse bairrozinho charmoso, cheio de ladeiras e becos. Almoço na Casa do Alentejo, comendo porco alentejano (carne de porco com almeijas) e estufado de burrego (cabrito ao forno), acompanhado pelo vinho da casa.

Depois do almoço tomamos um comboio (trem) no Cais de Sodré para Cascais. Mais ou menos 20 minutos até lá. Cidade a beira do Tejo, com muitas praias. Lá fomos ao bar “Palm Tree”, um lugarzinho muito legal de um amigo de Zeca, o João Paulo e onde trabalha Flávio, um brasileiro de Mato Grosso. Retorno às 8 da noite, com dia claro.

De carro pela Toscana – Anotações variadas

Vingança malígna – quando pegamos o carro na Hertz do aeroporto, a pressa foi tanta que não checamos nada. Quando chegou a hora de abastecer, o cara do posto nos mostra que o tanque “da benzina” está sem tampa. E ai? Fazer o que? Compramos outra, pedimos a nota e guardamos para buscar o ressarcimento na entrega. Era uma tampa legal, com chave e tudo. Em San Remo, em uma Hertz muito pobrinha, deixamos o carro e explicamos a senhora o lance da tampa. Óbvio que ela não acreditou, disse que não, que nós não tinhamos como provar que estava sem tampa quando pegamos e tal. Tranquilamente dissemos a ela “ok, tá bem, ninguem vai brigar por 35 liras, não é?”. E saimos levando a chave da bendita tampa.

Vingança menos maligna – Em Radda compramos umas frutinhas na quitanda e o infeliz do quitandeiro nos deu o troco todo em moedas. No dia seguinte fomos lá e compramos um chocolate, o qual pagamos com todas as moedas que tinhamos.

Decepção – Não conseguimos encontrar D. Emiglia e sua sopinha de legumes, seus 2 quartinhos deixados pelos filhos que foram viver em Roma. Essa era a história que Jane jurava que íamos viver. 

Decepção 2 – Depois de 8 dias e infrutíferas buscas não conseguimos achar a famosa “luz da toscana”, tão falada por pintores europeus. Acho que eles não conhecem a luz de Natal.

Mais uma – Cadê as cantinas com salame pendurados no teto? Cade os italianos que falam alto e gesticulam? Cade os “hôme” prá dizer “pirobo” prá gente? Cade a música, o riso, o exagero? Acho que estamos na Itália errada… Eu bem que propus Nápoles…

Insolito – Trem para Barcelona. 6 pessoas na cabine de literas, nós 4 e mais um casal, Domenico e Franca, que no meio da noite pulou para a cama de Domenico, fizeram sexo e nem se marearam.

 

De carro pela Toscana – Episódio 5

15.05.00 – Malas no carro, hora de partir. Cedinho nos despedimos do Le Vigne e do Sr. Leonardo, o dono do Hotel. Destino: Firenze, para uma noite apenas e nada mais. As meninas já conheciam e me fizeram essa concessão. Até chegar a isso, mil deliberações, “cenários”, discussões. 

Em Firenze, Hotel Youth 2000. Horrível. Uma caserna, com hora para voltar à noite. Caro, frio, apenas confortável. 110 mile liras pelo quarto duplo, sem café da manhã e distante do centro. Pelo menos com estacionamento.

Esse não é o original

Firenze não é lugar pra se passar uma noite apenas. Gostaria de ter ficado 1 semana para percorre-la devagarzinho, beco por beco. Porque é uma cidade linda demais. Um dia eu volto.

Para completar estava havendo uma filmagem e a Galeria degli Uffizi estava fechada ao público, apesar do público acompanhar de longe a ação. Devia ser um filme importante e me pareceu reconhecer o ator frances Jean Renó. 

16.05.00 – Dentre todos os “cenários” nos pareceu melhor pegar a estrada e ir entregar o carro em San Remo, dormir ali e tomar um trem para Vientemile e Barcelona no dia seguinte. A verdade é que estávamos com saudade de entender o idioma falado, além do que a Itália, e sobretudo a Toscana, é muito cara para nossos bolsos.

Saimos cedo, chegamos em San Remo por volta da 1 da tarde, entregamos o carro na Hertz e fomos procurar Hotel. 

San Remo é um balneário com a maior cara de decadente. Impossível estar ali e não se lembrar de Roberto Carlos e “la festa appena cominciata `e giá finita / Il cielo no `e piu con noi”. Ficamos o tempo todo cantando isso. Mas ainda é um lugar onde aportam barcos e por isso tem um certo movimento nos bares do cais. Lá encontramos uma garçonete brasileira, que já vive na Itália ha 4 anos. Não sei se posso dizer que a achei feliz.

vista de San Remo desde a varanda do nosso quarto

De carro pela Toscana – Episódio 4

13.05.00 – Pegamos a autoestrada com destino a Assis, de quem Jane é devota desde criancinha (apesar de nenhuma de nós sabermos disso até o presente momento). Nos perdemos pela primeira vez. Se ligue: quando aparecer uma placa  na estrada indicando saida para uma cidade e com um monte de outros nomes, entre os quais o que voce quer, saia, porque é ai mesmo. Não se iluda achando que a saida é para a cidade que está em cima da lista. Nada irremediável. Voltamos. Chegamos a Perúgia, no meio de uma feira. Compramos chapeus porque o sol estava abrasador. Comemos sanduiche de pernil com Coca-Cola. E seguimos.

Assis, um horror!! Detestei! A cidade é linda, feio é o que fazem com ela. Comercio religioso, shopping dentro da Catedral, parece Juazeiro do Norte. A tumba de S. francisco está lá e creio que ele se mexe nela cada vez que os vendilhões do tempo acionam a maquina registradora. Tenho muita bronca com essas coisas de comercio religioso!!

CALOR! CALOR! CALOR! Ai, não foi prá isso que sai do Nordeste. A unica parte boa foi conhecer o sorvete de tiramussú, do que fiquei fã.

14.05.00 – Depois “da trauma” de Assis o melhor é ficar pelas redondezas de Radda. Catelina de Chianti, uma gracinha de cidade. “Expulsas” do restaurante pelo tratamento frio do povo que queria nos ver pelas costas. Terminamos em uma cantina em Radda: Cantina da Michelle, que, por incrivel que pareça é de um homem bigodudo e simpático. Jane ficou toda caída. Comemos uma pizza, a primeira na Italia. Bordas queimadas e irregulares, massa fininha. Nada demais.

De carro pela Toscana – Episódio 3

11.05.00 – Enfim um lar. Depois de dois dias vagando encontramos um lugar maravilhoso: um pequeno hotel no meio de uma plantação de uva. Da janela do quarto se vê as colinas, as videiras, um pequeno lago e umas casas tipo tijolo aparente. É o HOTEL PODERE LA VIGNE, em uma cidade que não está no mapa: Radda in Chianti. Preço: 100.ooo mile liras para um quarto duplo com café da manhã. Lá ficamos por 4 dias, rodando pelas cidades vizinhas. O Hotel tem um restaurante famoso na região. Vale a pena comer lá.

Nosso "wagon station" estacionado no nosso Hotel de Radda
Paisagem vista da janela do quarto

Siena – Cidade moderna, grande e movimentada, em torno da parte histórica. Estávamos muito cansadas para vermos tudo, fomos então à Catedral, considerada a maior igreja gótica da Itália, toda em mármore branco e negro.

Siena… bem, o problema foi termos ido primeiro a San Gimignano. Depois dele tudo é sem graça… O fato é que comi uma Trippa a florentina que me deixou presa em casa com um baita desarranjo intestinal.

Atualização: Fui buscar esse Hotel no Booking.com e ele está lá. Foi remodelado e agora tem piscina. A diária para quarto duplo custa 148 reais. Uma pechincha!

De carro pela Toscana – Episódio 2

09.05.00 – Saímos de Chiaveri depois de um café da manhã fantástico e, pela autoestrada, seguimos para Lucca. Estávamos lá antes do meio-dia. Lucca estava molhada, com poças d’agua, a tormenta tinha acabado de passar. É uma cidade murada e passear pelo alto do muro é a parte mais agradável. As ruelas estreitas, com prédios medievais que parecem ter sido recobertos por uma camada de reboco. A Igreja de S. Michel parece ser o mais interessante, com uma arquitetura diferente do resto.

De lá seguimos para Pisa. A maior surpresa foi constatar que a torre é mais baixa do que eu pensava e não está isolada. Tem ao seu lado o Duomo e o Batistério. Há um intenso e agitado comércio ao redor, com senegaleses (?) vendendo de um tudo. Às 4 da tarde tentamos almoçar e não conseguimos. Tudo fechado. 

Eu, morta de cansaço

Sem almoço, seguimos para nosso objetivo maior: San Gimignano. Haviamos lido sobre a pequena cidade com 14 torres e nos pareceu ideal ficarmos hospedadas por lá. Os hoteis que encontramos com vaga eram todos muito caros e como já escurecia resolvemos ficar em uma “family rooms”. Encontramos uma cujos quartos eram extremamente limpos, lençois de linho bordado, travesseiros macios, uma delícia.

10.05.00 – Com as malas dentro do carro fomos conhecer San Gimi. Muuuuito lindoooo. Lembra Lucca só que menor, mais preservado e organizado e, por estar localizado em uma colina, com a vista mais espetacular da Toscana. Das 14 torres que dizem existir só conseguimos contar 7, talvez porque não sabemos o que eles chama de torre. Cidade encantadora. Artistas plásticos, artesão. Andando pelas ruelas, de repente ouvimos um lindo solo de sax que nos deixou paralisadas. Mágico.

San Gimignano e seu poço central

Depois de San Gimi, a idéia era nos alojarmos em Siena para ficarmos paradas em um lugar  por um tempo. As tentativas de reservar hotel pequeno ainda em San Gimi não deram certo. Pegamos a Rota do Chianti (SS222) em busca de algum lugar para pousar. A estrada é belíssima, vistas maravilhosas, mas perigosa, com subidas e descidas. Quando já aventávamos a possibilidade de dormir no carro, por acaso descobrimos (Jane descobriu conversando em “italiano” com uma senhora) um tesouro de lugar para ficar.

 

 

De carro pela Toscana – episódio 1

Depois de 3 dias cheios de recordações, retomamos o nosso roteiro, desta vez rumo a região da Toscana, na Itália.

08.05.00 – Saida de Golf Juan às 9, de trem para Vientimille, com chegada às 10:30, onde tomamos imediatamente outro trem para Genova, chegando as 13 horas. Indecisões, estresse e dificuldade de comunicação. Além de presenciar a prisão de um negro que havia largado uma bolsa na corrida. Roubo? Drogas?

Impossivel de resolver o aluguel do carro por telefone, resolvemos deixar as malas na estação e ir até o centro, buscar uma agencia de viagem. Fomos de ônibus até a Piazza Ferrari e no caminho deu pra ver como Gênova é uma cidade linda. Pena que o estresse não nos permitiu apreciar. Voltaremos. Também não resolvemos nada no centro. A orientação foi que fossemos até o aeroporto, onde estariam todas as locadoras. O problema foi arranjar um taxi que nos levasse as 4 e mais a bagagem. O “jeitinho” italiano começou a funcionar, com o taxista colocando nossas malas no teto do carro e amarrando com uma corda, pareciamos umas “retirantes”.

No aeroporto foi tambem confuso sobretudo pela dificuldade de comunicação. A impressão que tivemos foi que a Hertz nunca tinha alugado carros para particulares. Eram 6 horas da tarde e queríamos pegar a estrada e chegar em alguma cidadezinha simpática. Entramos em nosso “station wagon rosso” coreano e nem checamos como se acendiam os faróis. A intenção era chegar a La Spezia, afinal pelo mapa eram apenas 80 km. Mas pegamos a estrada pela costa. É linda, mas Fatima e eu quase não vimos nada porque é estreita sinuosa e subindo e descendo. As meninas atrás suspirando “que coisa linda”, “que fantástico” e eu Fátima com os olhos grudados na estrada. Paramos em Chiavari, na mesma região da Lugúria. Por sorte encontramos o Hotel Villadoro, um 2 estrelas com um quarto enorme que cabiam 5 pessoas e mais um mezzanino, cheirando a jasmim e com um café da manhã que deu vontade de ficar por ali.

Hotel Villadoro, em Chiavari

Golf Juan/Vallauris e a Côte D’azur em 2000

No dia seguinte a minha chegada de Valencia tomamos um trem para o sul da França. O trem fazia a linha Barcelona-Cannes, de onde tomavamos outro para Golf Juan, onde vivia nossa queridissima amiga Annie Boucher. Lá deveria estar nos esperando outro grande amigo, Eugenio Bueno, e sua nova mulher, Anna. Em Golf Juan ficamos hospedadas no Hotel de Crijansy, onde pagamos cerca de 17 dolares por dia/pessoa.

06.05.00 – Chegada a Golf Juan às 7 da manhã. Eugenio e Anna nos esperavam em Cannes. O pequeno apartamento de Annie é lindo e ela está absolutamente igual aquela menina simpática que conhecemos em 1988. O “congestionamento” dentro do apartamento foi maravilhoso, com um café da manhã de reencontro. 

O "congestionamento" no ap. de Annie

Depois de deixarmos as malas no hotel fomos dar um passeio de carro com Annie pela Cote D’azur. Incrível como as cidades são perto umas das outras. É como se fossem bairros de uma mesma cidade.  Juan le Pins e Cap d’Antibes. Paramos em Antibes que apesar de ter uma orla marítima moderna (anos 40, 50), tem um lindo bairro antigão de casas de pedar com flores na janela. É a parte verdadeiramente bonita do rico balneário. Ai tambem existe um museu de Picasso, onde paramos para visitar. Vimos ainda Cagnes sur Mer e St. Laurent du Var.  Golf Juan é uma cidade charmosinha e é meio que misturada com Vallauris. Na verdade, voce só tem que subir uma ladeira enorme e já está em Vallauris. Por isso costuma-se chamar a cidade com os dois nomes juntos: Golf Juan/Vallauris.

Obra no Museu Picasso

07.05.00 – Nice – cidade que pertence à França há menos de 100 anos. Antes era Condado de Nice e pertencia à Italia. Fala-se o “nissart” uma mistura de italiano e francês. É um lugar lindíssimo, que vale muito a pena ficar uns dias. Infelizmente não podemos. Comidas: SOCCA –  feita com farinha de grão de bico e tem a forma de um crepe; PISSALADIERA – um tipo de pizza feita de massa de pão, alta e com recheio de cebolas e anchovas; POUTINA – a nossa ginga frita.

vista de Nice ao entardecer
E nós todos, em Nice