Bangkok, onde gastar dinheiro

No último dia fomos torrar o resto de Baht (a moeda local) que tínhamos. E o melhor lugar pra isso é um super mercado/feira ao ar livre, chamado Chatuchak, que funciona apenas nos finais de semana e tem absolutamente de tudo. Para se ter uma idéia, ele tem cerca de 8.000 lojas e é organizado por área de comércios afins. É preciso um mapa para não se perder e encontrar o que se quer. O interessante é que não é um lugar só para turistas; os nativos vão comprar lá também.

MERCADO MAPA

Fomos de metrô, que aliás é super confortável e moderno, com a particularidade de cobrar por estações percorridas. Se você vai perto paga pouco, se vai mais longe, paga mais. Você recebe uma espécie de ficha que desbloqueia a sua entrada, mas precisa guarda-la porque deve deposita-la na saída da estação que você vai.

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Pensando que ia sofrer com o calor, que o lugar era tipo rua Uruguaiana, no Rio de Janeiro, e que ia querer sair correndo, me programei para não gostar. Lêdo engano. O lugar é imenso, mas bem organizado, as ruas são razoavelmente largas, bem sinalizadas e, pelo menos nesse dia e na hora que fomos, corria um ventinho bem agradável. Resultado é que torrei mesmo minha grana.

Recomendadíssimo! Mas chegue cedo.

 

 

Mercado Central de Santiago

Além de ser uma dica que vi em todos os blogs, adoramos visitar mercados. É sempre um lugar interessante para se ver o que se come na cidade, apreciar as frutas e verduras que não conhecemos e observar as pessoas.

Infelizmente os mercados estão se transformando em pontos turísticos, mas para turistas com outros interesses. O Mercado Municipal de São Paulo já é um pouco assim. Quem for lá pensando em ver o que as pessoas comem, vai imaginar que o paulista come umas frutas absolutamente exóticas, vindas da polinésia francesa, sei lá. O Mercado Central de Santiago é ainda mais assim: 80% do seu espaço está dedicado a restaurantes. Pouquissimas bancas de frutas e algumas mais de venda de pescados e frutos do mar. Dois restaurantes dividem a maior parte do espaço, o Donde Augusto e La Joya del Pacifico (na verdade, não sei se existem outros). Me pareceram absolutamente iguais, com mesas no centro do mercado e mesas em uma espécie de mezanino, com cardápios e preços iguais. A diferença parece estar apenas na cor da roupa dos garçons. Assim, não há nada a fazer no Mercado Central que não seja comer.

O calor estava forte lá fora e buscamos desesperadamente algum lugar que tivesse ar condicionado. Nenhum. No máximo ventiladores potentes. Terminamos entrando no Donde Augusto (tinha mais gente, então devia ser melhor… essa foi a nossa lógica maluca) e fomos para o mezanino. E encontramos garçons que “falavam” português e queriam a todo custo saber de que região do Brasil estávamos vindo. Acho isso um saco e digo logo que vim de São Paulo pra encurtar a conversar, porque explicar que vim de Natal, que fica na região nordeste, etc, etc, dá muito trabalho.

E foi ai que comemos centolla (que eles, diferente dos argentinos, pronunciam “centôia”). Eu já tinha comido aquela coisa pre-histórica na Patagônia, mas era ela já “descascada” e feito uma espécie de guisado. Aqui pedimos uma inteira, tamanho médio. O ritual de abri-la é feito pelo garçom, na nossa mesa, com toda uma técnica interessante. Primeiro ele nos dá um babador, depois calça luvas, pega uma tesoura de cortar crustáceos e começa tirando as patas, abrindo a carapaça e cortando em sentido horizontal.  O mais embaraçoso e que nos deixou com uma pulga atras da orelha, foi que, quando nosso prato chegou, o povo das mesas vizinhas, se virou pra olhar, uma moça até pediu pra tirar umas fotos. Por que aquilo?

20131227_141133O prato confirmou a impressão que eu já tinha: nada é melhor que nosso camarão. Ary adorou, mas eu continuei achando que tem um gosto adocicado e insípido que não me agrada.

Ao final ficamos sabendo porque todo mundo olhou pro nosso prato. Ninguem tinha tido coragem de pedi-lo porque o preço é muuuuuuito alto, cerca de 200 reais a de tamanho médio, para duas pessoas. Quase pedimos para lavar os pratos! Pagamos e saímos daquela arapuca.

Resumo da ópera: se voce quiser ir ao Mercado Central, entre, tire fotos e saia correndo. Ou os garçons vão te fisgar.