O que se come em Yucatan

Acho muito legal comer o que o povo come. Não é a adaptação sofisticada da culinária local, mas o que o povo come mesmo, nos restaurantes deles. Dai que no dia que chegamos pedimos indicação a José (um descendente maya que é um dos gerentes do Hotel) e ele nos indicou o Chaya Maya. E lá fomos nós. Logo ao olharmos o cardápio já nos deparamos com comidas com nomes bastante diferentes da que conhecíamos da Cidade do Mexico (ou Mexico Capital Federal, como eles dizem aqui). E o mais surpreendente, com a versão para o maya.

DSC00567   A base da refeição é o milho, que entra como pães, tortillas ou misturadas ou fazendo a “liga” de pratos de carne, principalmente aves ou porco. A banana (plátano) entra como complemento muito frequentemente, como ela própria ou suas folhas.

o prato que pedi: mucbill pollo

Existem barraquinhas na rua vendendo coisas interessantes para comer. Provei a marquesita dorada, que é uma massa de crepe recheada com queijo ralado e enrolada. Se quiser pode pedir que coloque algo de geleia. Eu pedi, ficou delicioso. Outra era o elote, mas essa não tive coragem de comer: milho em grãos cozidos colocado em um copo e ai se acrescenta: creme de leite, maionese, queijo ralado. Um bomba calórica! Provei também a sopa de lima, que é um canja sem legumes, com pedaços de frango e tortilla frita e um toque de laranja-lima, que dá um sabor muito legal.

Para se ter uma idéia dos preços, agora 1 dolar vale em torno de 11 a 12 pesos mexicanos.

Comer feijoada em São Paulo

Eu sou daquelas que não troca uma bela feijoada por nenhuma lagosta ou outra dessas coisas frescas finas. Adoro um feijãozinho preto, com costelinha de porco, carne charque, couve picadinho, farofa. E quando chega o sábado, parece que o desejo se torna mais urgente. Talvez resquícios dos meus anos de Rio de Janeiro, onde a feijoada do sábado é obrigatória. Pois resolvi procurar um lugar aqui em São Paulo. E de cara me deparei com um blog ótimo, especializado em feijoadas, com dicas muito legais: http://feijucas.blogspot.com/. Minha idéia agora é conhecer as indicações dele, pelo menos as que estão aqui perto de mim.

O Barthô

Sábado passado estivemos no Barthô, que, por feliz acaso fica na mesma rua onde estou. Infelizmente chegamos já umas 4 e meia da tarde e a comida já estava nos seus momentos finais, mas deu prá sentir que é uma feijoada de qualidade.

O lugar é um botequim em um prédio meio antigo, que lembra muito os bares do Rio, com televisões passando jogos de futebol e mesas na calçada. Quando chegamos duas moças recolhiam seus instrumentos, o que nos indicou que havia rolado um som mais cedo. Pela cara das moças com certeza era MBP.

Tem umas sobremesas ótimas, mas não peça se não quiser ter um susto ao receber a conta: são muuuuiiito caras. Em compensação tem uma batida de limão de graça, que estava uma beleza. A cerveja é uma Golden Ale, delícia. O serviço é buffet, ao preço de 35 reais por pessoa. E fica na Rua Caiubi, 1249, esquina com Apinajés.

Pé de Manga

Esse é um restaurante em Vila Madalena, numa região cercada por outros restaurantes simpáticos e que tambem merecem futuras visitas (de olho no Venga!, que imagino ser espanhol). O lugar é super agradável, com mesas em um jardinzão com mangueiras (claro!) e um espaço interno amplo e bonito. Detalhe: os guarda-sóis tem uns ideogramas japoneses; achamos que o lugar deve ter sido um restaurante japones e o novo dono aproveitou. Mas isso não nos causou boa impressão.

A feijoada  é servida sob a forma de buffet e estava uma delícia, com carnes bem escolhidas. Bom, não tem coisas como pé ou rabo ou orelha de porco, mas as costelinhas estavam ótimas e a charque tambem. A couve estava um pouco além do ponto, muito molhada. É engraçado como aqui as feijoadas são sempre servidas com carre de porco frita. Acho que é coisa paulista, porque não vejo isso em outros lugares.

O maior problema é que a casa é muito cheia de gente. Nós chegamos por volta das 3 da tarde e esperamos por mesa por quase 1 hora. Quando saímos, em torno das 5, ainda havia fila de espera. E olha que o espaço não é pequeno. Bom, quem sabe foi porque era um sábado, e um sábado ensolarado.

O endereço é: Rua Arapiraca, 152, em Vila Madalena

As comidas da Patagônia

Tanto em Calafate, quanto em Ushuaia, quando se pergunta o que se pode comer de típico, a resposta é uma só: cordeiro patagônico. Na maior parte das vezes ele é servido assado na “parrilla” (na brasa) e ai a diferença do que estamos acostumados é que a carne é extremamente tenra, se desmanchando na boca. Mas o melhor cordeiro que comemos foi no Hotel de Calafate (Hotel Elan). Ele foi servido com um molho acridoce e umas batatas gratinadas maravilhosas. Foi a melhor comida da viagem e custou apenas 65 pesos (30 e poucos reais).

Em Ushuaia nos deparamos com as centollas, aquela espécie de caranguejo enorme, que anda nas pontas das patas (argh!). Gosto muito de caranguejo e tinha que experimentar aquela coisa. Pedimos indicação de um lugar menos turísticos e fomos para o Restaurante Chicho’s, um lugarzinho pequeno, simpático. Pedi uma cetolla a provençal e me foi servido assim

Apesar dos temperos provençais, a coisa é meio insípida. E, alem de tudo, muito cara. Por esse prato ai, sem nenhum acompanhamento além do pão, paguei 84 pesos, o que significa 42 reais. A sorte é que encontramos ai um Etchart Privado Torronté delicioso. E ficamos falando de onde e como fomos apresentadas a esse vinho.