Viajando pela Pensilvânia: Princenton

A Pensilvânia (ou Pennsylvania, em sua grafia original) é um estado que está a sudoeste da cidade de Nova York. O caminho atravessa New Jersey por autoestradas imensas, com sinalizações que só quem está acostumado a dirigir por aqui pode achar boa. Para mim, parece confusa e pouco “amigável”. Só o GPS salva.

Nosso destino era a Filadélfia (ou Philadelphia, no seu termo original, ou Phila, Phili, no jeito carinhoso que os moradores chamam), e até lá, gastamos pouco mais de 2 horas, com uma pausa para o almoço em Princenton, uma cidade pequenininha, linda e rica.

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A cidade gira em torno da Universidade, com sua arquitetura peculiar e seus jardins muito bem cuidados. Me chamou particularmente a atenção o piso da praça em frente a Universidade, que tem inscrito em cada ladrilho o nome de um ex-aluno. Procurei o nome de Alan Turring e o de John Nash, mas não encontrei. É muita gente! E provavelmente isso não seja de graça.

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A cidade tem bons restaurantes, cafés, lojas de roupa de grife. No dia que fomos estava acontecendo uma feirinha de produtos orgânicos, vendidos pelos próprios fazendeiros. Almoçamos em um restaurante chamado Mediterra, super simpático, com mesas em um terraço, o que para um dia de calor foi maravilhoso.

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De volta à Nova York

Fazia já uns anos que eu não vinha à Nova York visitar meu filho. Desta vez o novo atrativo é conhecer o Brooklin, a New York mais moderninha e descolada da vez. O Brooklin é um daqueles bairros que está em mudança, que ainda guarda uma enorme multiculturalidade – o que, ao se pensar em NYC já é uma redundância -, espaços de transição entre o originalmente lugar da exclusão social e o lugar do sossego e de uma melhor qualidade de vida, em comparação a Manhattan. Quer imaginar o Brooklin, ou pelo menos essa parte do Brooklin em que estamos, pense em algum filme romântico americano, com aquelas ruazinhas de prédios pequenos e marrons, colados uns nos outros, com uma escadinha na entrada. Chamam-se “brownstones”.

Carroll St.
Carroll St.

O bairro é tranquilo, bonito, agradável, pelo menos na região chamada Slope Park, onde estamos. Ao lado da nossa rua está o Prospect Park, um parque projetado pelo mesmo cara que projetou o Central Park, mas que, segundo consta, gostava mais do Prospect.

Demos uma boa caminhada pela 5a. Avenida, que é a rua de comércio mais movimentada. Restaurantes, lojinhas, brechós. No meio disso uma loja vintage, com roupas lindas – e caras – dos anos 40 e 50.

Mas ainda tem mais. Ainda não fomos a Williamsburg. E ainda não passeei no Prospect. Conto depois

Aprendendo a andar de bicicleta em NYC

Sou daqueles adultos que não aprenderam a andar de bicicleta na infância, nem nunca. Até já ganhei uma bicicleta de presente, que era uma Caloi Ceci, branca, linda, com cestinha na frente. Mas na primeira queda desisti. Como não sabia, também não pude ensinar a meu filho, que, como eu, se tornou um adulto que não sabia andar de bicicleta. Só que, aqui em Nova York, ele descobriu o New York Bike, uma organização sem fins lucrativos que dá aulas de graça aos que querem se tornar “bicicleteiros”. Hoje, ele pedala 13 km até seu trabalho e volta.

Desde que ele aprendeu, fiquei curiosa, me perguntando se eu ainda teria idade para aprender, se uma queda não me quebraria todos os ossos, se meus neurônios ainda davam conta de novas conexões para habilidades motoras. Não custava tentar. Aproveitando essa minha vinda, ele me inscreveu nas duas aulas em que o grupo instrui seus alunos na difícil arte de se equilibrar em duas rodas.

A primeira coisa que me chamou a atenção é a diversidade de “alunos”. De jovens a mulheres de meia idade, como eu. Primeiro eles nos ensinam como usar o capacete, como se sentar na bicicleta, qual a altura ideal para o selim, como usar os freios.

Mas o mais interessante mesmo é o método. Nada de rodinhas, nada de alguém segurando você por trás. Durante quase 1 hora ficamos tentando nos equilibrarmos em bicicletas sem pedal. Deveríamos empurrar a bicicleta com os pés e depois suspende-los, tentando manter o equilíbrio, mas com a certeza que, em qualquer ameaça, nossos pés tocariam o chão. Foi duro, muito duro. Eu me senti uma completa idiota por não conseguir fazer uma coisa tão simples. Mas do meio pro fim dessa 1 hora eu já conseguia.

E ai entram os pedais. A instrução é que você continue empurrando a bicicleta com os pés e que em algum momento tente colocar os pés nos pedais. E lá fui eu. Vontade imensa de desistir, de deixar prá lá, afinal, para que uma velha como eu andar de bicicleta? Mas meu filho e minhas amigas estavam ali para me empurrar, me estimular, inventar “mentiras sinceras” sobre o meu “excelente” desempenho.

O fato é que ao final de duas horas eu estava andando de bicicleta. Meio bamboleante ainda, mas andando. E me sentido a vitoriosa!

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Uma semana depois, lá estava eu de novo para a segunda aula. Deveríamos aprender a fazer curvas e sinalizar com os braços minha intenção de direção. Assim que peguei na bicicleta e tentei andar em uma linha reta, não consegui. Quase me desespero achando que tinha esquecido tudo da outra aula. Mas meu filho, ali sempre do meu lado, me diz: “esqueceu não, sabe como é? é como andar de bicicleta”.

A segunda aula é mais longa (3 horas) e ao final eu estava realmente andando de bicicleta, fazendo curvas pra direita, pra esquerda. Não tentei sinalizar, mas tudo bem, quando estiver mais treinada, vou conseguir.

O fato é que o método funciona. Com um total de 5 horas de instruções uma pessoa que nunca conseguiu andar de bicicleta, está andando. E eu fiquei muuuuuito feliz!!!!

Aos que estiverem interessados, entrem no site, inscrevam-se e tentem. Como eu disse, é de graça.