Positano, Amalfi, Sorrento: onde ficar?

Primeiro preciso chamar atenção que, para quem não sabe, quem vos escreve é uma senhora madura (não gosto desse termo porque voce pode ser madura aos 20 anos ou chegar ao 80 ainda imatura, mas como não quero dizer que sou uma senhora idosa, da terceira idade ou coisa parecida, fica o “maduro” mesmo), que viaja com amigas da mesma idade, mas que não chega a ser uma “senhôra”, nem uma “senhorinha”, se é que voce me entende. Ainda somos um pouco “levada da breca” (kkkkkkkkkkk, essa denunciou!!!), não gostamos do turismo convencional, nem de luxo e riqueza, mas não dispensamos um certo conforto (por exemplo, ter alguem segurando um cartaz com meu nome no saguão do aeroporto prá me levar pro hotel, é ótimo). Portanto, leiam esse post sob essa perspectiva.

Então, se você que paz e sossego, ficar em hoteis bonitos, comer e beber bem, conhecer a redondeza dentro de um barco ou num carro alugado, fique em Positano. Não espere agito, não espere gente simpática, não espere compras baratas.

Se voce gosta mais do agito, das descobertas, do inesperado, de gente, do colorido que os habitantes nativos dão aos locais turísticos, sem dúvida fique em Amalfi. Existem camelôs, existem coisas mais baratas e existem cafés na praça.

Se voce quiser um meio termo, com lugares para compras boas (há um Empório Armani, mas há também uma Piazza Itália, uma espécie de H&M local), mas também lojas de bugingangas, uma cidade com cara de cidade grande, mas com movimento de cidade pequena, fique em Sorrento.

Ah, e não fomos a Capri por conta de uma informação que recebemos de uma senhora brasileira que estava no nosso hotel. Ela disse que Capri “até que era bonitinha, não era feia, não”. Pense! Sabe quando a gente vai visitar um bebe e não o achando encantador, diz que é fofinho, simpático? Pois assim nos pareceu a impressão daquela mulher sobre Capri. Não fomos!

 

Sorrento, abrindo a baia de Napoles

Pensar em Sorrrento para quem cresceu no tempo que não eram as músicas americanas que dominavam o cenário brasileiro, é lembrar da linda “Torna a Surriento”

Como já contei, havíamos passado por Sorrento na ida para Positano, portanto, agora, tomamos o ônibus de volta.  Sorrento não está mais no que se considera a Costa Amalfitana, já faz parte da província de Nápoles.  É uma cidade de porte médio para os padrões italianos e tem como seu filho mais famoso o poeta Torquato Tasso, que escreveu “Jerusalem Libertada”. E é uma gracinha de cidade. A estação nos deixa numa parte relativamente moderna, com avenidas largas, praças com jardins (o conceito de praça nas cidades mais antigas nem sempre envolvia existência de árvores e jardins) e um comércio mais sofisticado.

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Mas, nos embrenhamos um pouco mais e logo depois da Praça Tasso encontramos os nossos queridos becos, cheios de bugingangas, de coisas curiosas, de lugares de comida. E ai, de cara, compramos novos echarpes, 3 por 10 Euros. É a parte mais antiga de Sorrento, que é bonita, mas não maravilhosa. As igrejas nos pareceram mal cuidadas nas suas fachadas e muitas delas estavam fechadas, como se não se abrissem nunca. Pareceu-me que a cidade está mais voltada para o mar, para os cruzeiros de barco, para as praias (horríveis, como sempre). Em uma delas vimos uma coisa interessante: uma espécie de pier de madeira com uma jacuzzi enorme em uma das pontas. Ou seja, as pessoas vão à praia, mas tomam banho de banheira. E nem sujam os pés.

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Mas a parte mais moderna tem excelentes hotéis, edifícios residenciais bonitos e, provavelmente, caros. Parece ser a parte onde mora a população de maior poder aquisitivo, e onde não vimos turistas circulando, exceto nós, que xeretamos tudo.

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Não sei se retorno a Sorrento.