Milho Verde, Minas. Pode?

Quando as meninas me disseram que iamos até Milho Verde, ri por dentro. Como é que pode uma cidade com um nome tão comestível? Prá completar acabara de descobrir que o gostoso bolo de milho, molhadinho, que eu tinha comido, era bolo de milho verde.

Fica a apenas 7 kms de S. Gonçalo, por uma estrada “boa”, “de chão” e é a mesma Estrada Real que veio de Diamantina. Esta semana está ocorrendo um Festival Cultural e esse foi mais um motivo para irmos até lá.

Fátima já tinha ido e tinha dito que a única coisa bonita era a igreja, de modo que entramos na cidade procurando por ela. Depois de muito perguntar chegamos a uma igreja. Mas Fatima insistia que não era aquela. Numa vilinha desse tamanho tem duas igrejas???

Tinha. E ai encontramos o povo do Festival. Do lado da igreja tem um descampado com uma vista maravilhosa e é ali que transcorriam as atividades.

No momento que chegamos se apresentava um grupo de MPB, um bando de meninos e meninas, tocando flauta, bandolim, violão, cantando Pixinguinha e outros feras. Meu Deus, fiquei encantada! Quando vejo isso, me alivia um pouco a tristeza dos “paredões” de som, tocando forró de plástico. A platéia tambem era formada por jovens de todas as idades, dos 7 aos 70.

E tinha, advinhem o que: hippies!!!!!!! Pois! hippies daqueles vendendo pulserinha, meninas com saia arrastando no chão, meninos com calças estampadas largas e bolsa de tecido. Caramba! Ainda existem, acreditem, eu vi!

Nos disseram que a cidade tem ainda muitas cachoeiras, mas nós não vimos, nem fomos atrás. Mas, olha, Milho Verde me lembrou muito a Mauá, no RJ, dos anos 70.