NY: uma coisa curiosa sobre o Metrô

Quem já esteve por aqui e andou de metrô não sei se prestou atenção que, quando o metrô para na estação, o condutor abre sua janela e aponta. Aponta pra onde? Aponta por que? Eu fiquei morta de curiosidade. Uma vez perguntei isso e me responderam que ele fazia isso para dizer ao outro condutor que estava vivo. Ora! Que história! Pois fui atrás saber e achei uma resposta interessante.

Normalmente o trem é conduzido por dois condutores, um que vai na frente do trem e outro que vai no meio. É o do meio que abre sua janelinha e bota o dedinho pra fora, apontando. A questão é a seguinte: para que o condutor da frente possa abrir as portas, ele tem que ter certeza que todo o trem está na estação, que não ficou uma rabeira ainda dentro do túnel. Nas estações há sempre uma placa com listras brancas e pretas, tipo zebrado, que marca o meio da estação. Logo o condutor do meio deve estar diante dessa placa para ter certeza que o trem está inteiro na estação. Dai ele abre a janela e aponta, para indicar ao condutor da frente que ele pode abrir as portas. Por isso há sempre um intervalo entre o trem parar e as portas de abrirem.

Claro que a tecnologia já poderia ter resolvido esse simples problema, mas parece que se tornou tradição e isso é cumprido à risca. O condutor que não sinalizar é punido seriamente. Olha a faixa zebrada ai abaixo.

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E devo me redimir: hoje passei por uma estação que é um brinco, a Cortlandt St. Ampla, bonita, com paredes decoradas. Acho que é nova. Na verdade acho que eles deram uma arrumada em algumas estações, limpando as paredes e colocando algum tipo de decoração nos azulejos.

NY: o metrô de Nova York e seus tipos

Nova York é uma cidade vibrante, multicultural, com parques belíssimos, tudo de mais avançado em cultura, moda, gastronomia. Tem paisagens bonitas e bairros super simpáticos, como o que eu moro. É um imenso prazer andar por suas ruas ouvindo os mais diversos idiomas, vendo os mais diversos tipos. Mas, me desculpem, no conjunto da obra Nova York não é exatamente uma cidade bonita. Acho que carrego um viés complicado, porque depois do Rio de Janeiro é difícil achar outra cidade grande, bonita. Tampouco ela é feia, como achei Dubai e Bangkok. Mas, se tem uma coisa que é realmente feio em NYC é o metro.

Desde a primeira vez que estive aqui, que isso me surpreendeu. Contei aqui: https://veralu.wordpress.com/2008/09/16/o-metro-de-nova-iorque/. Continua me incomodando muito as estações muito estreitas, a sujeira, a falta de acessibilidade. Não é por ser antigo, porque o metro de Paris é até mais velho e tem umas entradas lindas em art deco.

O espaço das estações é quase sempre muito estreito, sem proteção. Se o sujeito se descuidar, cai na linha. E se cair e não morrer vai ser comido por ratos. Juro que vi ratos passeando entre os trilhos, numa sujeita de agua estagnada. Poucas estações possuem acessibilidade, ao contrário, são muuuitas escadas. As estações que estou utilizando agora, nenhuma tem elevador ou escada rolante. E tem mais um complicador: se você errar a direção – ao invés de uptown, você pegar a direção downtown, por exemplo – em algumas estações você vai ter que descer do trem, sair da estação e entrar de novo pelo outro lado, pagando nova passagem. Para quem está viajando liso, isso não é bom.

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Maaaas, o metro de Nova York tem duas coisas ótimas. O primeiro é ter linha pra todo canto que você quiser ir e a todo hora. E se anda tanto de metro que outro dia eu me assustei vendo um ônibus de linha. Achei que nem existia.

A segunda coisa realmente fantástica do metro é porque ele carrega microcosmos da população novaiorquina, com todas as suas peculiaridades, cacoetes e esquisitices. E Nova York tem gente esquisita, viu?

Dessas esquisitices tenho duas pra contar. Estava eu indo pro curso, 8 hs da manhã, entra uma mãe com duas filhas, uma de uns 10 anos e outra de uns 7. A mais nova, lourinha de cabelos compridos, com um casaco de moletom com o capuz puxado cobrindo a cabeça, senta-se no banco em frente ao meu. E começa a me encarar. Não desgruda em nenhum momento os grandes olhos verde água de mim, com uma cara muito séria. Eu olho, rio, e ela lá séria, me encarando. Chega na estação dela, ela levanta me encarando ainda, segue até a porta me encarando, sem nem pestanejar. Cara, tive medo! Sabe aqueles filmes de terror que tem criança do mal, bonitinha mas do mal? Pois foi o que eu pensei. Vade!

Ai, outro dia, entro no meu trem e dou de cara com um ser. Um ser. Creio que humano, mas não tenho certeza. O ser era absolutamente branco, supreendentemente magro, mas magro mesmo, um nariz de águia e uns cabelos ralos meio comprido, tipo fiapos, e… verde! Vestia uma camisa xadrez vermelha e branca e umas calças extremamente justas e curtas, mostrando os calcanhares. Gente! Fiquei, obviamente, olhando (apesar de mais ninguém no trem olhar, o que é bem novaiorquino) e tentando descobrir o que era aquilo. Vontade enorme de sacar o telefone e tirar uma foto, mas fiquei intimidada. Confesso que fiquei sem saber o que era, mas desconfio que era um ET.

Uma outra característica do metro de NYC é que os condutores em todas as paradas falam coisas. Você não entende nada, mas eles falam. Segundo Daniel, você pode se considerar com um excelente inglês, quando você consegue entender o que esses caras falam. Agora, imagine quando junta uns caras falando complicado e uma idiota que ainda está no intermediate!  Estava voltando pra casa e de repente o cara começou a falar algo. Eu só entendia o “ladies and gentleman“. E ele repetiu, e repetiu, dizia “once more time, ladies and gentleman” bla bla bla. Não entendi nada! Eu via algumas pessoas saindo às pressas do trem, mas não sabia porque. Quando foi chegando perto da minha estação me levantei, toda boçal. E o trem passou direto. Era essa a noticia que ele tanto repetiu.

 

O Metrô para Manhattan

Da casa de Dani e Tha o metrô tem que atravessar o Rio East para chegar em Manhattan. Pois muito bem, como ele atravessa? Por uma ponte? Nãããooo, por debaixo do rio!!! A gente vai numa boa, de repente o trem desembesta a andar, corre feito um condenado, balança que nem uma rede, e seus ouvidos começam a sentir uma pressão. Signfica que, além das toneladas de terra, tem sobre nossas cabeças bilhões de litros cúbicos de água! Digai se não dá um medo?!

Melhor não se lembrar disso e aproveitar para passar um baton…

O metrô de Nova Iorque

Tem uma coisas no metrô que me pareceram esquisitas. Por exemplo: em quase todas as estações as plataformams são muito estreitas. Fico morrendo de medo de cair. Imagine aquilo lá em plena hora do rush. Outra coisa é que algumas estações são sujas e mal cuidadas. Ficamos imaginando que um bom escovão nelas e já daria outra aparencia.

Mas nada me chamou mais a atenção do que a mania que as mulheres têm de se maquiar dentro dos trens. Vimos até agora pelo menos umas 5 ou 6. De repente elas pegam a base, o rimel, o curvex (lembram de curvex??? curvex é ótimo!) e haja a arrumarem a cara, na maior, com seus espelhinhos minúsculos.

Por duas vezes vimos tambem entrar um grupo de 5 homens negros cantando naquele estilo das bandas dos anos 50. Aquele estilo que tem um com a voz grossona e o conjunto fica fazendo bum-bi-dum-bi-dum, sabe como? Um barato! Eles passam cantando e recolhendo moedinhas do público.

Mas, no geral tá todo mundo com seus MP3 plugado nos ouvidos, cochilando. Eu fico com a maior vontade de sair perguntando o que eles estão ouvindo. Bom, às vezes nem precisa porque o bicho tá tão alto que eu fico escutando tambem.

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Uma estação do metrô, em foto de Ylton