Pelo interior da Islândia: primeiro dia

A partir de Reykjavik vamos percorrer toda a Islândia pela costa. Será um percurso rodoviário, naturalmente, com pernoites pelo meio do caminho. Irei contando aqui o que vimos a cada dia.

Primeiro dia

Saímos de Reykjavik debaixo de chuva e ela nos acompanhou durante quase todo o dia. Nossa primeira parada foi em um parque nacional, no lugar em que as placas tectônicas da Europa e da America se encontram. Assim, um lugar perigosíssimo, sobretudo poucos dias depois de um terremoto no México, que sei lá se não reverbera por aqui. Mas não é nada amedrontador. Nada de você olhar e ver uma fenda enorme se perdendo no centro da terra. Na verdade existem escarpas, fissuras em pedras enormes, mas obviamente não é possível ver as placas tectônicas, apesar de se saber que elas estão lá.

Seguimos para a nossa primeira cachoeira, também de nome impronunciável. No grupo, dado a impossibilidade de se falar o nome dos locais, resolvemos identifica-los por suas características. Então essa é a cachoeira pequena, uma quedinha d’água de uns 10 metros talvez. O mais bonitinho dessa cachoeira é que eles construíram uma “escadaria” para facilitar a subida dos salmões, na época da desova. Então, essa é a cachoeira das escadas para salmões.

E aí, no meio do caminho para a próxima atração, uma surpresa: fomos levados a A partir de Reykjavik vamos percorrer toda a Islândia pela costa. Será um percurso rodoviário, naturalmente, com pernoites pelo meio do caminho. Irei contando aqui o que vimos a cada dia.

Primeiro dia

Saímos de Reykjavik debaixo de chuva e ela nos acompanhou durante todo o dia. Nossa primeira parada foi em um parque nacional no lugar em que as placas tectônicas da Europa e da America se encontram. Assim, um lugar perigosíssimo, sobretudo poucos dias depois de um terremoto no México, que sei lá se não reverbera por aqui. Mas não é nada a,edrontador. Nada de você olhar e ver uma fenda enorme se perdendo no centro da terra. Na verdade existem escarpas, fissuras em pedras enormes, mas obviamente não é possível ver as placas tectônicas, apesar de se saber que elas estão lá.

Seguimos para a nossa primeira cachoeira, também de nome impronunciável. No grupo, dado a impossibilidade de se falar o nome dos locais, resolvemos identifica-los por suas características. Essa é uma cachoeira pequena, uma quedinha d’água de uns 10 metros talvez. Mas, o mais bonitinho é que eles construíram uma “escadaria” para facilitar a subida dos salmões, quando da época da desova. Então essa é a cachoeira das escadas dos salmões.

E aí, no meio do caminho para a próxima atração, uma surpresa: fomos levados a conhecer uma coisa realmente extraordinária, que foi a Fridheimar, uma granja produtora de tomates de uma forma completamente sustentável, orgânica, usando da mais alta tecnologia. Os tomates são criados em estufas imensas, irrigados por água dos glaciares próximos, com iluminação artificial vinda de geradores termais. Uma coisa realmente impressionante, com preocupações ao ponto de importarem abelhas para promover a polinização do pés de tomates. Ao final da visita ainda provamos de uma deliciosa sopa de tomate (claro!).

Mas a grande atração do dia foi mesmo no final: os géiseres. No meio do nada, de repente a terra se abre em buracos que soltam vapor e água em enorme temperatura e, sob pressão, alcança metros de altura. Aí está o primeiro géiser, que se chamou assim porque assim se chama o local. E a partir daí, todos os fenômenos de ejeção natural de água e vapor passou a usar esse nome. É impressionante ver o momento em que aquele jato de água se lança a metros de altura, como se fosse um grande cuspe da terra. É possível ver como se trata de uma fenda, porque os demais géiseres aparecem em uma linha na terra. Alguns não lançam água, mas apenas vapor, de modo de que longe podemos ver colunas de “fumaça”. Às vezes o que vemos são os buracos com a água parada, mas, devido a alta temperatura, com uma cor azul maravilhosa. conhecer uma coisa realmente extraordinária, que foi a Fridheimar, uma granja produtora de tomates de uma forma completamente sustentável, orgânica, usando da mais alta tecnologia. Os tomates são criados em estufas imensas, irrigados por água dos glaciares próximos, com iluminação artificial vinda de geradores termais. Uma coisa realmente impressionante, com preocupações ao ponto de importarem abelhas para promover a polinização do pés de tomates. Ao final da visita ainda provamos de uma deliciosa sopa de tomate (claro!).

No meio de uma chuva intensa fomos conhecer a segunda cachoeira do dia. Essa é enorme, mais de 30 metros de uma queda em dois níveis, mas bastante larga. É possível chegar bem perto dela, mas a chuva, o vento e o frio me fizeram olhar, fazer umas fotos e dar por visto. Corri para me abrigar, porque a estúpida aqui não estava bem agasalhada.

Achei a história abaixo bem bonitinha:

Mas a grande atração do dia foi mesmo no final: os géiseres. No meio do nada, de repente a terra se abre em buracos que soltam vapor e água em enorme temperatura e, sob pressão, alcança metros de altura. Aí está o primeiro géiser, que se chamou assim porque assim se chama o local. E a partir daí, todos os fenômenos de ejeção natural de água e vapor passou a usar esse nome. É impressionante ver o momento em que aquele jato de água se lança a metros de altura, como se fosse um grande cuspe da terra. É possível ver como se trata de uma fenda, porque os demais géiseres aparecem em uma linha na terra. Alguns não lançam água, mas apenas vapor, de modo de que longe podemos ver colunas de “fumaça”. Às vezes o que vemos são os buracos com a água parada, mas, devido a alta temperatura, com uma cor azul maravilhosa.

E dessa maneira o dia terminou lindo, com a chuva já estiada.

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Chegando a Islândia

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A Islândia é um país diferente de tudo que conheci até agora, não só por seu clima absolutamente imprevisível, como também por sua arquiteta e sua organização social e política. No idioma original chama-se Íslandi, que significa terra do gelo (sempre imaginei que tinha ver com “isla”), tem um idioma completamente estranho, cheio de consoantes, o que torna o nome dos lugares impronunciáveis. Como diz André, vamos poder dizer que estivemos na Islândia, mas não vamos conseguir dizer onde estivemos. É uma ilha grande, com pouca gente. São pouco mais de 320 mil habitantes, sendo que mais de 120 mil estão em Reykjavik (pronuncia-se “Réykiavike”, com o primeiro “i” quase não pronunciado).

O clima é completamente louco. Chove, faz sol, chuvisca, fica nublado, abre um solzão com céu azul, chove de novo. No inverno acrescenta-se a neve na sequência. Até agora vimos isso em Reykjavik, de modo que, se você tirou uma foto sob céu fechado, pode voltar alguns minutos depois e há chance de tirar a mesma foto com sol e céu azul. Guarda-chuva faz parte do vestiário normal.

A Capital Reykjavik

É uma cidade grande de 200 mil habitantes, o que, se comparado a nossas cidades, é uma cidade pequena, mas é uma cidade graciosa. Obviamente não há um centro histórico uma vez que o processo de urbanização foi bastante tardio. A maioria das casas é de madeira, mas revestidas externamente com chapas de alumínio ondulado, para proteger de vento e frio. E eles as pintam de cores vibrantes!

 

A rua fica muito linda! Me chamou atenção o modelo das casas: quadradas, no máximo dois pisos, janelões imensos de vidro, com um telhado normal, diferente daqueles inclinados que vemos em lugares que neva muito. Mas na orla do mar já se pode ver edifícios de apartamentos, quebrando a paisagem. Assim, prédios mais modernos estão surgindo, e o melhor exemplar atualmente é o Museu da Música, lindo, com fachada de vidro em recortes retangulares.
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Mas o charme mesmo está nas casinhas coloridas onde funcionam lojinhas. São lojinhas de um comércio caro e de extremo bom gosto. As roupas e acessórios de lã, fleece, feltro, são realmente muito bonitas. Da mesma forma que na arquitetura, o interior das lojas também é geralmente clean, despojado. E eu que sempre imaginei que lojas de coisas pra frio fossem sempre meio “cozy”. Os casacos e vestidos são lindos, da vontade de sair comprando, se não morasse eu no calor do Nordeste e se tivesse eu rios de dinheiro. Porque são muuuuito caros.

O ponto turístico mais importância capital é a sua Catedral, bonita mas estranha na sua forma e na absoluta “limpeza” do seu interior. Por ser uma igreja luterana (religião predominante no país), não tem imagens nem nenhum outro tipo de decoração, as paredes são nuas, não fosse um enorme órgão.

 

Esse é um lugar caro. Uma comida barata, tipo um espaguete em um restaurante italiano, não sai por menos de 30 dólares. Uma sopa de noodles custa mais ou menos 20 dólares. Fui olhar o preço de um tênis desses de caminhada que aguentam chuva e custavam quase 280 dólares! É caro ou eu é que sou lisa?

Um rolé em Glasgow

Nosso voo para Islândia saiu de Glasgow, o que nos permitiu um rolezinho por lá, rapidinho, uma vista d’olhos apenas para sentir o clima.

Em relação a Edimburgo, Glasgow é uma cidade jovem. Foi praticamente construída no reinado da Rainha Vitória e a austeridade vitoriana pode ser observada facilmente nos edifícios da região central da cidade. Mas, é também uma cidade jovem pelo enorme número de jovens que circulam pelas suas três universidades, todas públicas e gratuitas. Dai que o “clima” da cidade me pareceu ótimo: poucos turistas e muitos jovens.

Deu para conhecer o belíssimo prédio da Prefeitura, com suas escadarias em mármore italiano…

… a Catedral, dedicada a São Mungo (nunca tinha ouvido falar!). Mais gótica, impossível.

… a estátua em homenagem a David Livingstone, explorador inglês, aquele do “Dr. Livingstone, I presume” (reza a lenda que em uma de suas viagens à África o Dr. Livingstone se perdeu. Dias depois ele é encontrado por Henry Stanley, que, britanicamente lhe faz a famosa pergunta, com sotaque é tudo).

… e o Museu Kelvingrove, que morri de pena não ter tempo para visita-lo.

Coisas que eu não sabia sobre produzir whisky

Nunca imaginei que a produção de whisky fosse uma coisa tão complicada. São tantas etapas e tanta maquinaria que as destilarias estão fragmentando a produção. Com a cabeça de quem já visitou vinhedos, onde a plantação de uva está bem ali à vista e quase podemos segui-la até o vinho pronto, me surpreendeu saber que no caso do whisky a cevada e o lúpulo são comprados de terceiros, os barris estão em outro local e o engarrafamento em outro. De modo que, como disse o nosso guia, o que vimos foi somente a produção do álcool. Até porque na Escócia o whisky só ganha o status de whisky depois de descansar por, no mínimo 3 anos nos barris. Antes é apenas álcool mesmo.

Na Escócia os barris de carvalho utilizados para o repouso do whisky são reaproveitados e dependendo do que havia antes neles, o sabor da bebida varia. Os mais apreciados são os que contiveram xerez e vinho do Porto. Os entendidos conseguem distinguir claramente o whisky que vem de um e do outro.

Mas, o que achei mais interessante e nem tinha idéia, era que existentes tipos de whisky de acordo com seu sabor: o whisky de malte, feito da cevada; o whisky de grão, feito de outros cereais, como o trigo, e o blended, que é feito de uma mistura de cereais. O whisky de malte pode ser puro (feito de um único tipo de cevada) ou blended (feito de cevada de várias origens). Da mesma forma o whisky de grão pode ser puro ou blended. A destilaria que visitamos, a Glenkinchie, por exemplo, fornece o álcool da cevada ou de grão para várias outras destilarias comporem seus blended.

Conhecemos também uma cevada defumada, que produz um whisky com cheiro e sabor de presunto de parma. Pelo defumado, claro.

Infelizmente nossa visita foi pela manhã e como não é decente encher a cara em horário tão precoce, voltamos sóbrios e desanimados.

Coisas legais em Edimburgo

Para além de conhecer a História da Escócia, as disputas entre reis, as brigas com a Inglaterra, os casamentos acordados, dos quais Edimburgo foi pano de fundo, o bom mesmo dessa cidade é, como sempre, bater perna. Não há muitos becos, mas há ladeiras (as tais 7 colinas), o que é tão interessante quanto. Passear pelas ruas com suas casas de pedras e paredes largas da cidade medieval é memorável.

A Grassmarket é um lugar imperdível por uma série de motivos. De lá você pode subir para o Castelo, lá está a maior concentração de restaurantes e pubs da cidade velha e lá começa a Vitória Street, ladeirinha sinuosa cheia de lojinhas lindas, cafés e lanchonetes. No fim dela está a rua mais famosa da cidade, a Royal Mile, que está sempre cheia de gente e é onde tudo acontece.

Tivemos a sorte de estar na cidade no dia da Cavalgada (Edinburgh Riding of The Marches) que celebra, desde o século XVI, o retorno do capitão Randolph Murray, arrasado, depois da derrota do exército escocês na Batalha de Flodden. O desfile dos cavaleiros, em cavalos belíssimos, foi precedido por uma orquestra de gaita de foles, composta por jovenzinhos que mal tinham força pra soprar, tadinhos.

Na Grassmarket comemos bem no restaurante Petite Paris, com um menu executivo de dois pratos e café a 14 pounds, ou somente um prato e café a 10. A comida é realmente deliciosa. Se você quiser um lanche legal e substancioso, suba a Victoria Street e encontre o Oink. Você vai ver na vitrine um enorme porco assado. E é isso: pão de hambúrguer e porco desfiado na proporção das mortadelas do Mercadão de São Paulo. Delicia!

Se quiser comer como gente fina, há um restaurantedo Jamie Olivier no lado moderno. Não fui. Tinha candelabros em excesso para meu gosto pouco refinado.

Duas coisas você deve pensar em comprar em Edimburgo: whisky e cashemire. Existem milhões de lojas com produtos de cashemire, mas você olha mais de uma apenas para encontrar uma cor ou padrão que gosta, porque os preços são absolutamente os mesmos em todas. Um cachecol pode variar de 13 a 45 pounds, dependendo da qualidade da lã. Os suéteres eu nem perguntei os preços, de medo. Aprendi que aqui não basta ser xadrez, tem que ser no padrão tartan, um tipo especial de quadriculado que interpõe listas estreitas e largas em cores diferentes. A combinação de cores tem a ver com o clã a que a pessoa pertence. Esse é o padrão escocês, o resto é quadriculado.

Quanto ao whisky, conto em seguida a nossa visita a uma destilaria.

A casa da Rainha, um Castelo simplinho

Hollyroodhouse

Uma das coisas que me surpreende é a reverência inglesa para com sua família real, em pleno século XXI. Pois essa reverência parece se estender a toda Grand Bretanha, porque na Escócia é igual. As pessoas falam da Rainha com um fervor e orgulho que, sei não, acho esquisito. E a Rainha honra seus súditos construindo castelos por todo reino. Edimburgo não podia ser diferente. O Castelo dos reis ingleses aqui chama-se Hollyroodhouse.

Reza a lenda que em uma de suas batalhas o Rei James VI estava caído, rendido pelo inimigo, quando, olhando para o céu, viu uma cruz. E jurou que se escapasse daquela, construiria um igreja no local. Construiu a igreja da Santa Cruz, holly rood em inglês. É nesse local que está hoje o Castelo do mesmo nome. Uma vez por ano a Rainha se hospeda ali, quando pega sua bolsinha e chapeuzinho combinando e acena para os plebeus, que deliram (afffff…).

O Castelo é uma construção imponente, mas a decoração é pobrinha e discreta. Não vi obras de arte ou tapeçarias importantes, os móveis são simples e mesmo a louça e prataria são simples. Segundo nossa guia isso se deve ao fato de que, ao se moverem de um Castelo a outro, os antigos reis e rainhas costumavam levar toda a mobília e objetos decorativos.

O mais interessante mesmo são as ruínas da abadia, ao lado da construção principal. Restam apenas algumas paredes, mas é possível ver que era bonita no seu estilo gótico.

Carlton Hill

Já ouvi falar que Lisboa foi construída entre 7 colinas. Já me contaram que Roma é rodeado por 7 colinas, pois aqui também, o que parece ser uma característica de cidade importante. Pois em uma dessas colinas está o Castelo de Edimburgo, como já falei, e em outra está o Carlton Hill. Diante da desembocadura do rio Walter of Leith, no Carlton Hill há uma edificação em forma de torre, que funcionava como sinalizadora para os navios que entravam no porto e de local de estudos sobre o tempo. Hoje está em construção no local um enorme observatório astronômico.

Mas o legal mesmo do Carlton Hill é a vista da cidade. Dali podemos ver a parte dita moderna, com suas ruas retas e casas iguais. E podemos ver o rio, com uma desembocadura tão larga que parece que já estamos vendo o oceano.

O Castelo de Edimburgo

Do centro da cidade, de onde você olhe, o Castelo vai estar lá, olhando pra você, guardando a cidade antiga. É uma construção imponente mas não amedrontadora. Parece mais um grande Castelo mesmo, quando sua função original era de fortaleza.

Se chega lá por imensas escadarias desde a Grassmarket ou subindo ladeiras a pé ou de carro, fazendo-se o último trecho por escadas. Nada muito sacrificado.

Você vai ter que disputar com toneladas de turistas um lugar na imensa fila, que, organizadamente, anda rápido. No pórtico, a entrada é ladeada por imensas estátuas dos heróis nacionais William Wallace (aquele do Coração Valente, com Mel Gibson lindo, lembram?) e Robert Bruce.

E só lá dentro você tem a dimensão do que é de fato aquilo tudo. É uma cidade que reúne desde instalações militares, calabouços e alojamentos, até o palácio real, com praças e espaços livres. E uma pequena capela (infelizmente fechada a visitação), que consta como sendo a mais antiga construção de Edimburgo. Por incrível que pareça também tem canteiros de flores!

No Palácio estão guardadas as joias da coroa escocesa. Me impressionou a espada! Belíssima, com uma impunhadura imensa, que devia exigir muita musculação do rei pra levantar aquilo. Mas que devia também causar medo ao inimigo quando erguida. A curiosidade é uma pedra retangular que era usada, nos primórdios, antes da anexação à Inglaterra, como trono e que depois passou a ser colocada embaixo do trono propriamente dito, como afirmação sutil da identidade escocesa, mesmo sob julgo da Rainha.

Dos lados do Palácio está um museu militar é uma sala de armas. Sempre me impressiona muito as armaduras. Fico imaginando o peso, a dificuldade de mobilidade, a cota de malha de ferro por baixo, aquele capacete sufocante. Olhe, não era pra qualquer um. Imagino hoje, nossos homens metrossexuais, metidos num negócio daqueles, e dou risadas mentais.

Não fui visitar as prisões e masmorras. Não gosto de ver essas coisas que expõem a crueldade da natureza humana. Dói na alma.

Nos pátios e praças a animação é grande. Um “soldado” ensina um grupo de turistas a manejar as lanças e dar os gritos de guerra, um gaiteiro toca sua gaita (me amarro no som da gaita de foles, me trás emoções de coisas que não lembro ter vivido), um senhor, com vastos e grisalhos bigodes, vestido a caráter, se mantém postado para fotos. E eu, confesso, paguei o mico. Os bigodes me atraíram 😝

Depois disso tudo, você ainda tem uma vista linda da cidade.