Um fim de semana em Chicago

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De tudo que tem pra ver em Chicago o que mais me surpreendeu foi a beleza arquitetônica do centro da cidade. A mistura de prédios em estilo Art Deco com outros com formas e desenhos bem modernos é impressionante. Claro que em Nova York também existe um pouco dessa mescla, mas, não sei se porque as avenidas são mais largas, o que nos permite ver não um de cada vez, mas todo um “painel” de prédios, a impressão que me causou foi que nos impacta mais.

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Mas, além da beleza da arquitetura, Chicago é quase um museu a céu aberto. Nas ruas a gente vai encontrando esculturas de Picasso, Calder, um mural de Chagall, e alguns outros que eu não reconheci o autor. Até se chegar no Millenium Park e se deparar com a coisa maravilhosa que é o Cloud Gate, mas conhecido como “The Bean”. É uma escultura em forma de um imenso feijão, com a superfície completamente espelhada, produzindo um efeito meio que estonteante.

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Ao lado, outra imensa estrutura “quebrada”, parecendo enormes placas de aço e que nos fez lembrar imediatamente do Museu Guggeheim de Bilbao. Não à toa, porque o arquiteto é o mesmo fantástico Frank Gehry. Trata-se de um imenso pavilhão onde ocorrem shows, concertos, exposições. Infelizmente não podemos visita-lo naquele dia, estava reservado para um evento.

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Outra coisa impressionante é a Crown Fountain: um bloco de tijolos de vidro, com 15 metros de altura, que projeta rostos em movimento de pessoas comuns de Chicago e, tal como as gárgulas das fontes clássicas, de tempos em tempos essas imagens soltam jatos d’agua pela boca.

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Depois de se fartar de tanta arte e quando bater a fome, Chicago tem fama de ter as melhores panquecas do mundo. Experimentamos no Wildberry, onde, as 11 da manhã, ficamos na fila por mais de 20 minutos. Mas valeu demais! E mais: Chicago tem um tipo especial de pizza, a deep dish pizza, feita em formas com bordas altas porque ela tem maior espessura que as comuns. E a maior espessura não é só da massa, é do recheio também. Impossível comer uma sozinho, mesmo a de menor tamanho.

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Não precisa comprar nada, mas percorrer a Magnificent Mile é ótimo! Uma milha de avenida com lojas chiquérrimas e outras nem tanto. Voce pode comprar um casaco de frio desses fofinhos e leves por 500 dolares na Canada Goose ou por 69 na Uniqlo. Mas o mais legal é poder exercitar o antiquíssimo hábito de “olhar as vitrines”, que eu amo. Parar na vitrine da Dior e olhar uns vestidos esquisitos, na Burberry e ver uns trench coats caríssimos e ai, rapidamente entrar na H&M e também não comprar nada. Just taking a look.

Depois você também pode apreciar toda a beleza da cidade vendo-a de cima. O Willis Tower é o prédio mais alto da cidade, com 442 metros de altura e uma vista de toda a cidade. A maior atração do Willis é o Skydeck: no andar 109, uma projeção como uma varanda, inteiramente de vidro, e você fica suspenso no ar. O problema é que as pessoas vão pra lá não pra apreciar a vista, mas para tirar fotos. Ficam de costa pra paisagem e tiram fotos na mais estranhas posições. E com isso demoram um tempo imenso, o que faz a fila não andar nunca. Saímos da fila de demos por visto.

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Enfim, considero que Chicago é uma cidade perfeita para arquitetos, artistas e apreciadores da arte. Sobretudo para os arquitetos que trabalham em projetos de grandes prédios é imperdível.