Positano, Amalfi, Sorrento: onde ficar?

Primeiro preciso chamar atenção que, para quem não sabe, quem vos escreve é uma senhora madura (não gosto desse termo porque voce pode ser madura aos 20 anos ou chegar ao 80 ainda imatura, mas como não quero dizer que sou uma senhora idosa, da terceira idade ou coisa parecida, fica o “maduro” mesmo), que viaja com amigas da mesma idade, mas que não chega a ser uma “senhôra”, nem uma “senhorinha”, se é que voce me entende. Ainda somos um pouco “levada da breca” (kkkkkkkkkkk, essa denunciou!!!), não gostamos do turismo convencional, nem de luxo e riqueza, mas não dispensamos um certo conforto (por exemplo, ter alguem segurando um cartaz com meu nome no saguão do aeroporto prá me levar pro hotel, é ótimo). Portanto, leiam esse post sob essa perspectiva.

Então, se você que paz e sossego, ficar em hoteis bonitos, comer e beber bem, conhecer a redondeza dentro de um barco ou num carro alugado, fique em Positano. Não espere agito, não espere gente simpática, não espere compras baratas.

Se voce gosta mais do agito, das descobertas, do inesperado, de gente, do colorido que os habitantes nativos dão aos locais turísticos, sem dúvida fique em Amalfi. Existem camelôs, existem coisas mais baratas e existem cafés na praça.

Se voce quiser um meio termo, com lugares para compras boas (há um Empório Armani, mas há também uma Piazza Itália, uma espécie de H&M local), mas também lojas de bugingangas, uma cidade com cara de cidade grande, mas com movimento de cidade pequena, fique em Sorrento.

Ah, e não fomos a Capri por conta de uma informação que recebemos de uma senhora brasileira que estava no nosso hotel. Ela disse que Capri “até que era bonitinha, não era feia, não”. Pense! Sabe quando a gente vai visitar um bebe e não o achando encantador, diz que é fofinho, simpático? Pois assim nos pareceu a impressão daquela mulher sobre Capri. Não fomos!

 

E ai encontramos Amalfi

Saímos para Amalfi, de ônibus, pelas estradas despenhadeiras. São apenas 16 km, mas se gasta uma boa meia hora pra chegar. E a nossa viagem foi completamente “com emoção”. Em determinado momento, numa das curvas de 90 graus, vinha outro ônibus. De um lado a ribanceira, do outro a montanha e no meio uns 10 cm pros ônibus manobrarem. Cara, foi tenso. Mas a turma era animada, e quando nosso motorista conseguiu passar aplaudimos e gritamos “bravo!”. Antes disso, ele precisou parar o ônibus pra uma senhora descer, depois de ter enchido uns 3 sacos de plástico de vômito, “mareada” com as curvas.

Enfim chegamos, e assim que vimos a cidade, dissemos “é aqui!”. Para o nosso gosto, para nossa maneira de viajar, Amalfi é muito mais interessante que Positano. Não é exatamente um postal, mas tem vida, é um lugar onde pessoas moram. É como se Positano fosse aquela mulher que se arruma toda e não deixa uma ruga aparecer, mas todo dia tem sempre a mesma cara. Amalfi mostra suas rugas, e se transforma, e é alegre e não tá nem ai para que a achem feia ou bonita. E isso ficou claro quando vimos roupas penduradas nas varandas, em pleno lugar onde passam os turistas.

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O principal “point” de Amalfi é a praça da Basílica de Santo André. Linda, ela lembra a de Firenze. Diz que é ai que o santo está enterrado e que seu osso occipital está atras do altar (arrgh! quero ver, não).

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Subir os degraus faz parte e tomar um café na praça tambem. Sentar em um dos lugares e ficar vendo as modas, os turistas bobões (que nem nós), um monte de japones e seus indefectíveis “sticks” (provavelmente com tecnologia mais moderna que bluetooth). Adoro tudo isso.

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Mas, além disso, Amalfi tem becos. Beco, beco mesmo, daqueles que só passa gente. Que são meio que escavados nas rochas e que parece que voce está passando por pequenos túneis. E é ali que estão as casas das pessoas. É um intrincado de beco, subindo descendo, se bifurcado, se trifurcando, que dá medo de se perder por ali.

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Amalfi tem uma rua de comércio vibrante, com lojas finas, mas também com camelôs, quinquilharias (comprei um colar vermelho lindo, de um indiano idem… hehehehe), restaurantes, biroscas, enfim, massa!

O fato é que, no final da tarde, ao voltarmos, ficamos chateadas de ter que voltar para aquela cidade asséptica onde nos hospedamos.