Amsterdam, linda e animada

Não conheço toda a Europa, mas com certeza Amsterdam é uma das cidades mais animadas desse continente. Talvez perca pra Barcelona ou está ali no mesmo nível. A cidade é um agito só, e não é só de turistas. E nem é por conta da marijuana liberada, que daria um efeito contrário. A impressão geral que me deu é que é uma cidade jovem, pulsante, alegre. As pessoas passam e sorriem para você, tanto que no começo até pensamos que estávamos conquistando admiradores 😀

E é linda, linda, com seus canais concêntricos e suas ruas curvas, que nos dificulta a orientação, acostumadas que somos aos quarteirões quadradinhos. A gente não tem dimensão do que significa “países baixos” até observar os campos da Holanda, cortados por canais de água, o que para uma nordestina é como olhar pro paraíso

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E aprendemos que Holanda é uma designação errada. O correto seria Países Baixos (ou Nederland), já que Holanda é a denominação de uma das partes.

Ficamos em um hotel na região dos museus, numa parte surpreendentemente seca da cidade, numa rua pequena e que se mostrava bastante colorida no outono. Na esquina da rua estava o Rijksmuseum, o maior museu da Holanda (ops, Nederland), andando dois quarteirões, o Museu Van Gogh, na esquina do outro lado, o Museu do Diamante. Um lugar muito legal para quem deseja uma visita cultural.

Rua do nosso hotel, o Poet
Rua do nosso hotel, o Poet

 

 

O Rijksmuseum
O Rijksmuseum 

Mas, para quem quer agito, restaurantes legais, bares descolados, cafés, brechós, o lugar é Jordaan. O bairro fica perto do centro, mas tem o charme de um Williamsburg, no Brooklin, de uma Vila Madalena, em São Paulo. Adicione-se o fato de que o espaço geral do bairro é muito mais bonito que esses, porque os canais completam o cenário. É muito legal sentar em um café ai, e ficar vendo a vida acontecer na sua frente.

O Jordaan
O Jordaan

 

Caminhando do Jordaan para o Centro encontramos o Homomonument, contruído em 1987, que homenageia todas as vítimas de discriminação por conta de sua orientação sexual. É um monumento complicado de se ver e entender. São 3 triângulos, ma

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É um monumento complicado de se ver e entender. São 3 triângulos, mas sinceramente só fui entender depois que li essa descrição, que está no blog do Daniduc (aliás esse é um blog com montes de dicas interessantes sobre Amsterdam  http://www.ducsamsterdam.net/)

O monumento é extremamente bem-executado. São três triângulos grandes, cada um de um jeito, interligados por discretas linhas que juntam-se para formar um quarto triângulo, onde os três são os vértices. É uma obra que requer atenção pra ser compreendida e descoberta.

O primeiro, em baixo relevo no chão, contém o verso em holandês “Naar Vriendschap Zulk een Mateloos Verlangen”. O ao seu lado há o outro, em alto relevo, projetando-se do chão. Após conectar esses dois, ocorre a dúvida: e o terceiro?

É preciso seguir as linhas no chão, cruzar a rua e ver o terceiro triângulo boiando sobre o canal (Herengacht) e formando o vértice.”

Um outro ponto turístico é o Mercado das Flores. Trata-se de um mercado de rua, tipo feira, com barracas armadas nas margem de um dos canais. Como estávamos no outono, havia muito mais bulbos de papoulas para vender do que as próprias. A região é extremamente turística, com restaurantes baratos e um clima bastante popular. Não nos encantou.

As barracas do Mercado das Flores vistas por trás

E, não, não fomos à região da Red Light. Não nos deu a menor vontade e se nos perguntarem, nem sabemos pra que lado fica. Mas passamos em frente a vários Coffeshop, lugares onde a venda e o uso da marijuana é liberado e consumido. E, não, não entramos em nenhum deles, apesar do maravilhoso odor que exalava.

Amsterdam é muito mais do que pude descrever aqui. E digo, deveria ter vindo quando tinha meus 30 anos. Teria sido infinitamente mais divertido!