E por último, Bucareste

Por fim chegamos a capital. Que chamamos Bucareste, mas que vi escrito como Bucuresti e Bucharest, e que tem seu nome derivado da palavra “bucurie”, que significa “alegre”. Ficamos apenas um dia por lá, portanto creio que a minha impressão poderia mudar se tivesse ficado mais tempo. Porque na verdade Bucareste não me agradou. Apesar de ter sido chamada de a Pequena Paris – e a cidade tem realmente algumas coisas que lembra -, a megalomania de Ceausescu, o último ditador comunista, que teve na Coreia do Norte a inspiração para seu governo, construindo enormes edificações pesadas e exageradamente luxuosas, não torna a cidade acolhedora. Um exemplo é o Palácio do Parlamento, considerado o maior palácio do mundo e o segundo maior edifício, perdendo apenas para o Pentágono, com 350 mil m2.

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Apesar disso, a cidade é cheia de cultura. Visitamos um belíssimo teatro para música de câmera, o Atheneu Romano e ainda vimos o Teatro Nacional e o de Opera. Na praça próxima ao Atheneu estava havendo um festival de jazz e pelas ruas vimos músicos independentes e um lindo quarteto de cordas.

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E foi lá que vi o monumento mais feio que já vi na vida. Uma espécie de obelisco atravessando um casulo de bicho da seda. Pelo menos assim me pareceu. Segundo a nossa guia a coisa é uma homenagem aos mortos na luta pela libertação do regime comunista. O que me fez pensar que o mal gosto não tem ideologia.

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O centro histórico, por outro lado, tem uns becos interessantes. Em um deles há uma igreja ortodoxa, sobrevivente da loucura demolidora de Ceausescu, pequena e linda. E muitos, muitos restaurantes, bares e cafés.

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Enfim, como disse, foi rápido e a impressão é que não teria vontade de voltar. Mas vou dizer a vocês o que mais gostei nesta viagem. Aguardem.