Hudson Yards e o Vessel

Mesmo para quem nunca veio a Nova York a ilha de Manhattan é facilmente reconhecida pelos seus arranha-céus (ainda se usa essa palavra?) que parecem estar em toda parte. Manhattan é sem dúvida a maior “estrela” nos filmes e séries de TV norte-americanos. Então, é de se imaginar que não exista mais espaço para se construir novos prédios. Lêdo engano.

Desde 2012 um imenso projeto imobiliário toma conta de uma região na margem do rio Hudson. Sobre um conjunto de linhas férreas construi-se uma “plataforma” e sobre ela se começou a erguer imensos e moderníssimos edifícios. As linhas férreas continuam lá, subterrâneas, e “ganhou-se” o espaço em cima delas. Hoje, 7 anos depois, o perfil da área já está bastante modificado, com prédios imensos e arquitetonicamente bonitos. Mas o projeto não está terminado, vários deles ainda estão subindo. E a região é chamada Hudson Yards.

A menos que você seja arquiteto, você não vai ao Hudson Yards para ver os edifícios. Você vai para ver o Vessel, que foi inaugurado em março deste ano de 2019. Pode-se definir o Vessel como uma grande escadaria, do tamanho de um prédio de 8 andares, em forma de colmeia. Mas eu prefiro vê-lo como uma belíssima escultura sob a forma de 154 lances de escadas. É uma estrutura impressionante! Por 10 dólares você pode subir os 2.500 degraus e apreciar a cidade em todos os seus ângulos. Talvez valha a pena. Eu me contentei em aprecia-lo de baixo. O tom bronze de seu revestimento, com a incidência do sol tornando meio dourado, foi de me deixar de queixo caído.

Então, o Vessel é isso, uma escadaria de onde se pode apreciar a paisagem. Mas, a idéia é que ao seu redor existam restaurantes, casas de espetáculos, bares e cafés. Já existem alguns, mas por enquanto o que chama a atenção é o shopping de luxo que está ao seu lado: o Hudson Yards Mall. Quer dizer, quando você chega na entrada, toma um susto porque as lojas são daquelas que podem lhe cobrar até para ver as vitrines. Coisa tipo Dior, Rolex, Cartier, Patek Philippe. Desesperada para usar o banheiro, entrei assim mesmo. Pensei que pelo menos eu veria como era o banheiro de um shopping de luxo. E ai no segundo e terceiro andar encontro a Zara, a H&M, a Uniqlo, e vejo que até eu poderia comprar alguma coisa aqui, desde que não fosse no andar térreo e no primeiro andar. Então, além de usar o toalete (absolutamente normal, por sinal), ainda pude, do terceiro andar, observar melhor o Vessel, o que me rendeu esse foto anterior.

Mas, a melhor coisa desse Mall está no seu primeiro subsolo: o Little Spain Mercado. Você desde uma escada rolante, dobra em um corredor, e de repente está em um daqueles mercados típicos europeus, onde se vai mais para comer do que para comprar comida. Vários boxes e espaços de comidas típicas espanholas, inclusive com especificação da região da Espanha. E, é claro, lugar para tapas e pinchos e vinhos e pão com tomate e jamon serrano. De dar água na boca. Então, sugiro fortemente que você visite o Vessel, tire fotos, e depois entre no shopping e vá direto tomar una copa de rioja con unas tapas de pescados. O passeio ai fica completo.

O Met para além da 5a. Avenida: o Cloisters

O Museu Metropolitano de Nova York – o Met – é quase que uma visita obrigatória para que vem a essa cidade. É lindo, é enorme, tem de tudo, e está sempre muuuuito cheio de gente. Mas, de tanto expandir seu acervo, o Met precisou também expandir-se fisicamente. Assim, além desse existem outros dois Mets: o Cloisters e o Breuer. Fui visitar o Cloisters.

É uma viagem para ir até o Cloisters para quem está no Brooklyn como eu. São 20km desde minha casa. Mas, se você não se incomodar de passar uma hora dentro de um metrô, a viagem é tranquila. A linha A te deixa praticamente na porta. Bem, mais ou menos, porque até chegar lá você vai percorrer um parque enorme e lindo durante alguns bons minutos. Mas isso só lhe prepara para o que você vai encontrar lá em cima. Sim, o percurso é uma subida.

O Cloisters (Claustro, em inglês) como o nome indica é um antigo monastério beneditino, construído em uma colina no meio do parque Fort Tryon. E, também como era de se esperar, sua especialidade é a arte medieval, sejam esculturas, tapeçarias, pinturas, peças de arquitetura e ornamentos.

Não fosse pelas obras, o lugar é lindo. Com aquela atmosfera monastérica de paz, jardins internos, e uma linda vista para o rio Hudson. Outra grande vantagem é que como fica mais distante, não há multidões como na 5a. Avenida.

O que mais me impressionou foi a chamada Sala do Unicórnio porque aprendi o que significava esse ser mítico na época medieval. Por ser identificado com a pureza e a capacidade de cura e milagres, o unicórnio era, na Igreja Católica da época, identificado com Virgem Maria (pela pureza) ou mesmo com Jesus (pelos milagres). Há uma sala de tapeçaria dedicada a ele, mostrando como foi perseguido e preso. São trabalhos enormes e lindos.

Assim, vale a pena fazer a “viagem” até o Cloisters e mesmo que voce não curta arte medieval, com certeza você vai gostar do lugar, sobretudo se tiver a sorte de um dia de sol e temperatura de 14 graus.

Outono na Nova Inglaterra: Newport

De volta aos Estados Unidos, no comecinho do outono, planejamos desta vez um percurso pela Nova Inglaterra, famosa pelo belo colorido das árvores nesse período. A Nova Inglaterra é uma região no nordeste dos EUA, que inclui os estados de Maine, Vermont, New Hampshire, Massachusetts, Connecticut e Rhode Island. A mudança nas cores das árvores nessa região é tão intensa que se tornou um verdadeiro roteiro turístico. Muita gente na estrada para ver e fotografar o “fall foliage”, como é chamado.

O passeio fica muito mais interessante feito de carro, por estradas secundárias, que permita se parar a cada “oh, que coisa linda é essa”. Assim fizemos, escolhendo um roteiro que, saindo de Nova York, incluiu pernoites em Newport, (Rhode Island), Portland, (Maine) e Jackson, (New Hampshire). E no meio disso parando em lugares lindos, fazendo pequenas trilhas florestas a dentro, se embasbacando com paisagens inimagináveis para uma brasileira nordestina acostumada a ver somente duas estações no ano: chuva ou sol torrando.

A primeira parada foi em Newport, a 3 horas e meia de Nova York. Newport foi famosa por ser a praia onde os realmente ricos tinham suas mansões de verão. Quando falo realmente ricos não estou falando dos riquinhos-celebridades que veraneiam nos Hamptons, como Spielberg. Estou falando dos ricos-ricos tipo Downton Abbey, dos ricos de raiz. Por isso o grande programa em Newport é conhecer os lugares em que essas pessoas passavam apenas o verão. Eles chamam mansões, eu chamaria verdadeiros e impressionantes castelos. Visitamos dois deles, ambos da família Vanderblit.

Andando por esses aposentos o pensamento que me invade é como que alguém pode viver num lugar desses. Quão ricos podem ser a ponto de ter esse lugar para morar apenas por alguns meses. Claro que vimos apenas o que o caminho de visitas permitiu. Alguns acessos estavam bloqueados e, curiosamente, eram justamente os acessos aos espaços da criadagem. E mais curioso ainda é que as escadas vão ficando mais estreitas e íngremes a medida que se vai chegando a eles.

Visitamos apenas duas dessas mansões, mas elas estão em toda rua, seja na margem que dá pro mar, seja na margem oposta. Todas com a mesma aparência suntuosa.

No próximo post continuamos com a viagem.

Helsinki? Gostei muito!

E estamos chegando ao nosso último destino nessa viagem. Eu não tinha nenhuma opinião formada sobre Helsinki. Sabia da excelência do ensino na Finlândia, do belíssimo design de móveis e objetos e do idioma cheio de letras repetidas. Assim, cheguei a Helsinki sem nenhuma expectativa. E me surpreendi. Helsinki é muito legal! Até agora estou em dúvida se gostei mais de Copenhagen ou de Helsinki. Talvez das duas porque é difícil comparar. Copenhagen me pareceu vibrante, animada, cheia de surpresas. Helsinki me pareceu aquela beleza plácida, calma, que é bonita de nascença, por assim dizer.

Parque Sibelius, com escultura em sua homenagem

Andar pelo centro de Helsinki é se deparar pra todo lado com água. São lagos (aliás a Finlândia é o país dos lagos), pedaços do Mar Báltico, praias (cuja temperatura mais alta, em pleno calor do verão é de 23 graus). Ocorre que esses lugares congelam durante o verão, então para isso existem piscinas públicas com aguas aquecidas. Sem falar nas famosas saunas, que além de existirem para uso público, existem nas próprias casas. A casa pode não ter garagem, mas se não tiver uma sauna ela perde o valor de revenda. Outra curiosidade é que o porto de Helsinki é o único da Europa que congela no inverno! Dai que estão sempre à postos navios quebra-gelo para permitir o acesso dos navios.

No centro de Helsinki duas belas construções se destacam: a Igreja Ortodoxa, em uma elevação do terreno, e a Igreja Luterana, alguns metros adiante, em outra elevação. São estilos arquitetônicos distintos, bem como seus interiores. Os Luteranos, sóbrios, os Ortodoxos, com seus ícones dourados. Ao visitarmos a Igreja Luterana estava ocorrendo uma celebração (missa? culto?) e quem a oficiava era uma mulher. Claro que isso deve ser comum em igrejas protestantes, mas eu nunca tinha visto e achei o máximo. Mas uma coisa curiosa é que para frequentar a igreja a pessoa precisa se inscrever e pagar um imposto, que lhe dá direito a batizar seus filhos e oficiar casamentos. Se você não paga o imposto, não pode casar no religioso. Isso tem esvaziado a igreja, já que o povo não é bobo.

Não é possível falar em igreja em Helsinki sem fazer uma referencia especial a Igreja de Pedra, a Temppeliaukio kirkko. É uma coisa impressionante. Escavada na rocha, por fora se vê apenas uma cúpula baixa e uma entrada que parece de um prédio qualquer. Mas quando se entra… nossa! que coisa linda. O teto é de fitas de cobre e na sua lateral abrem-se feixes verticais de luz natural. Ela é circular e as paredes são da própria rocha. Linda, linda!!

O mercado de Helsinki é outra visita indispensável. Na verdade, durante toda a viagem onde encontramos mercado entramos e comemos muito bem. O de Helsinki tem suas lojinhas em madeira, vendendo comida, muitos frutos do mar, mas também carne de alce e rena empacotadas para se levar. Do lado de fora, numa ampla esplanada, barraquinhas vendem frutas e servem comida como peixes e linguiças fritos na hora. Se resolver comer aqui, o cuidado é com as gaivotas que fazem vôo rasante e arrancam a comida de sua mão sem dó nem piedade.

No enorme “calor” de 14 graus que estava fazendo, as pessoas estão de bermudas, tomando sorvete e lavando seus tapetes (!). Isso mesmo, existem lugares nas margens do mar, tipo um deck de madeira, específicos para as pessoas lavarem os tapetes. E alguns varais para secá-los. Vimos uma senhora fazendo isso e, de maiô, aproveitando para tomar sol. A questão imediata é: como lavar com agua do mar? e o sal? Supresa! a agua do mar é mais doce que salgada. E isso se deve a agua do degelo das montanhas vizinhas que escorrem para o mar, diminuindo bastante a salinidade.

A partir da esplanada do mercado se extende um grande bulevar, com lojas finas e restaurantes idem. E no fim dele, o comercio mais popular, que não é o mesmo popular que estamos acostumados. Na verdade o popular é Zara, H&M e a Stockmann, a mais importante loja de departamento daqui.

Uma visita que deixei de fazer e me arrependi muito foi à nova Biblioteca Nacional. Os meus amigos foram e voltaram completamente encantados não só com o prédio em si, mas também com o que funciona lá dentro. Não se trata somente de uma biblioteca no sentido clássico do termo, mas de um enorme centro de informação multimídia e tecnologia.

Fotos de Andre Salgado

A uma distância de alguns minutos de barco (5 euros, ida e volta), está uma pequena ilha que foi uma fortaleza militar: a fortaleza de Suomenlinna. Um espaço muito bonito, com parques bem legais para concertos ao ar livre. E uma cervejaria! Parece muito com Governors Island, em Nova York.

Enfim, Helsinki não é para apenas um dia, como ficamos. Fiquei com desejo de bater perna ainda pelo menos mais dois.

O mico de visitar Papai Noel é inevitável

Alguém me imagina visitando Papai Noel? Não, né? Pois é, eu fui. Esse foi o segundo “programaço” de Rovaniemi. A vila de Papai Noel é uma coisa impressionante de estratégia de consumo. Tudo está à venda, tudo é pago. Logo que você entra encontra o Santa Claus Post Office, onde se pode mandar um cartão para o próprio ou pode-se postar um cartão como se fosse ele lhe respondendo. E você pode pedir para o cartão só ser entregue no dia de Natal. Fofo. Confesso que paguei um Euro por um postal e escrevi para o velhinho.

Uma coisa interessante (se de fato for verdade, nessa vila de mentira) é que justamente aqui passa a tal linha imaginária que marca o inicio do Circulo Polar.

Depois você segue para a “caverna” onde ele está lhe esperando para pousar pra filmes e fotos. Chamo de “caverna” porque o lugar é meio esquisito mesmo. Depois de ultrapassar inúmeras lojinhas de bugenir, você entra em um corredor meio escuro, sobre umas escadas meio escuras, chega a um corredor que no fundo tem uma cortina guardada por uma “duende”, que controla a entrada na sala propriamente dita. E lá está ele, lindinho, rosadinho, branquinho, com uma barba encaracolada longa. E – surpresa – não está de vermelho da cabeça aos pés. Ele é uma simpatia. Conversou conosco, sabia algumas palavras em português e eu lhe disse que tinha enviado um postal para ele com um pedido, que ele por favor atendesse, que eu prometia continuar boazinha. E com ele tiramos uma foto tipo família feliz. O que não sabíamos era que desde a nossa entrada somos filmados e que além da foto nos é oferecido também o filme (55 euros!). 

A família Do Mundo 😀

Ainda tem na vila o lugar onde estão os cães ruskies, que quando tem neve são atrelados a trenós e dão um passeio com quem quer pagar. Aliás pra vê-los também precisa pagar. Ainda vimos que tinha um castelo do chocolate e outras coisas assim, mas nem olhamos onde era. Demos mais um giro, encontramos mais lojas e fomos embora.

E rumamos para o aeroporto com destino a Helsinki.

Dois programaços em Rovaniemi. #SQN

Nossa programação do dia seguinte previa uma coisa dita como “flutuação em um lago gelado”, e lá fomos nós, eu curiosa pra ver como seria aquilo exatamente. A empresa responsável nos levou para a beira de um lago, distante uma meia hora desde nosso hotel. O lugar é lindo, deslumbrante mesmo. Um bosque, um lago, cabanas, um resto de neve. Lindo! A água deve estar gelada, mas não há gelo no lugar onde está o deck. 

E aí começa a parte realmente divertida dessa tal flutuação: vestir a roupa. É uma roupa usada em resgate em águas geladas. Ela é de borracha pesada e cobre desde os pés até a cabeça. Para os que me conhecem, imaginem o “tamanhozinho” da minha. Você se enfia dentro daquilo, sem, obviamente, tirar a roupa que você está vestindo, inclusive os casacos, e os pés já ficam grande demais. Depois você enfia os braços e as luvas ficam dançando na sua mão. Daí você põe uma balaclava para cobrir os cabelos e puxa o capuz pra cabeça. A essas alturas alguém tem que fazem isso pra você porque as mãos estão completamente inoperantes. Um imenso zíper é puxado até sua cara. Vejam, não é até o pescoço, e até a lateral do rosto, do lado da orelha. Quando ele faz isso seu queixo sobe, suas bochechas são empurradas para perto dos olhos, seu pescoço fica duro e você mal consegue falar. Mas a gente ria e ria e ria. Naquelas alturas estávamos todos iguais, ninguém conseguia saber quem era quem.

Daí a gente entra na água e deita de costas para flutuar. Só que tem dois complicadores: o vento vai carregar você e levantar ondinhas, e você não pode deitar a cabeça na água para não entrar água no traje. Então a posição deve ser com a cabeça ligeiramente erguida e você vai “remar” com as mãos para sair do lugar. E voltar, naturalmente.

Atrevidamente fui a segunda a entrar na água. E a primeira a sair, menos de 5 minutos depois. A coisa de ficar com a cabeça erguida, do traje não permitir movimentar o pescoço, e a certeza de que minhas vértebras estropiadas iriam reclamar me expulsaram de dentro da água rapidinho. Mas teve quem ficou bem e curtiu o barato por algum tempo. Então, não foi ruim. Mas também não foi bom. Só valeu por uma sopa de rena que os caras prepararam e nos serviram depois.

Ah, na programação estava também a pesca nesse mesmo lago. Eu imaginava que seria aquilo que a gente vê nos filmes, de fazer um buraco no gelo no meio do lago e pescar ali. Mas não, era aquela coisa sem graça de colocar uma minhoca no anzol e ficar esperando um peixe fisgar. Claro que não se pescou nada.

Enfim foi uma programação que só valeu porque nosso grupo é muito animado, alegre e que ri de tudo, até da própria desgraça. 

Sexta parada: nosso desembarque

No sexto dia chegamos a Kirkenes e aí desembarcamos. De Kirkenes mesmo não vimos nada, apenas descemos do navio e tomamos um ônibus para uma cidadezinha próxima onde estava nosso hotel. Na verdade nem uma cidadezinha era e sim uma estação de esqui, que nessa época do ano está praticamente vazia, apesar de ainda haver neve. 

A essas alturas já tínhamos cruzado a fronteira para a Finlândia. E também estávamos muito próximos da fronteira com a Rússia, então aquele é um ponto de quase tríplice fronteira: Noruega, Finlândia e Rússia.

Eu nunca havia estado em uma estação de esqui e não sei como a coisa funciona na alta estação. Fizemos uma caminhada pelos bosques até uma cabana de onde, segundo a propaganda, se pode avistar a aurora boreal, em sua temporada. O caminho estava lindo, com ainda grossas camadas de neve degelando, riachos correndo, numa paisagem muito bonita e num frio de rachar. Esperava com a caminhada entender um pouco onde estariam as pistas de esqui, mas não entendi nada. Pistas de esqui ficam me devendo.

E no dia seguinte rumamos de ônibus para Rovaniemi, a capital da Lapônia, região bem ao norte da Finlândia, ainda dentro do Círculo Polar Ártico. Essa região vive em função de uma lenda: a lenda de Papai Noel. A figura de um senhor que no Natal distribui presentes aparece em varias culturas, inclusive vimos um no País Basco, mas um belo dia um jornalista resolve dizer que Papai Noel viveria no Polo Norte e como a cidade habitável mais próxima é Rovaniemi, aqui ficou sendo a cidade dele. E haja exploração comercial em cima disso. O nosso hotel se chama Santa Claus, enfeites natalinos parecem estar à venda todo ano, os cafés e lojas são decorados com coisas alusivas. 

Rovaniemi é uma cidade pequena mas bem desenvolvida. Vive sobretudo da exploração da madeira, que é feito com bom remanejamento e, obviamente, do turismo.

E foi aqui que tivemos os dois programas mais “de índio” de toda nossa viagem. Vou contar no próximo post.