Quarta parada: Tromsø

De todas as cidades de parada do Hurtigruten Tromsø nos pareceu a mais interessantes. Alguns fatores podem ter contribuído para a minha imediata simpatia: fazia um dos raros dias de sol e calor (11 graus), era um sábado e a cidade estava movimentadíssima. Além disso trata-se de uma cidade com uma Universidade e o povo jovem e bonito enchia os bares e pubs da cidade. Aqui também está a cervejaria mais importante da Noruega, a Marck, que nesse dia estava absolutamente lotada.

Do ponto de vista turístico ela tem dois pontos importantes: um mirante sobre uma das montanhas, com acesso via teleférico, e a moderna Catedral, do outro lado da ponte e próxima a subida do teleférico. O grupo foi lá, mas preferimos bater perna pela rua principal, sentar em um dos bancos e ficar olhando as modas, como gostamos de fazer.

Pelas ruas pessoas vestidas com trajes típicos, ou meninas e meninos usando uma espécie de macacão vermelho, parecido com os usados na Fórmula 1. Na verdade desde Copenhagen estávamos vendo garotas vestidas assim e em algum momento fomos informados que essa é uma tradição entre os formandos do ensino médio. E que no dia da solenidade de formatura alguns optam por vestir os trajes típicos de suas regiões de origem.

E aí, no fim da nossa caminhada, sentamos na cervejaria, pedimos uma IPA gigante (caríssimas!) e ficamos olhando essa paisagem aí abaixo, feliz da vida.

Terceira parada: Bodø

O barco vai chegando em Bodø e já se nota que é uma cidade pequenininha. Pesqueira, naturalmente. Daí você vai lá e, mais uma vez, se assombra de encontrar uma sala de concertos e uma biblioteca, em prédios modernos e bonitos.

E a gente fica pensando que povo é esse que numa vila de pesca tem equipamentos assim. E a gente pensa no nosso país e a gente fica triste.

E Bodø é isso, uma cidade na margem do fiorde, marinas com mil barcos de todos os tipos e tamanhos, um pequeno comércio (mas com uma H&M, presente em todo canto) e várias bancos e hotéis legais. O que nos faz concluir que deve ser rolar muito dinheiro por aqui.

Outra coisa muito interessante aqui são os grafites. Encontramos varios e fomos informados que há uma espécie de Festival anual de street art.

Segunda parada: Trondheim

E seguimos para o norte. Paramos em Trondheim, a terceira maior cidade do país em população, fundada em 997. Isso mesmo, antes do ano 1000 isso aqui já existia! O grande destaque dela é sua linda Catedral de Nidaros, um belo exemplar do gótico. O nome Nidaros é porque assim era chamada essa cidade na sua fundação. Esse nome significa “foz do rio Nid” e foi usado até a Idade Média, quando mudou para o nome atual.

A Catedral foi motivo de controvérsia no grupo. Tínhamos a informação que ela era a Catedral gótica mais ao norte da Europa. Pois bem, seguíamos por uma avenida e a avistamos ao final. E não me pareceu nada gótica. E fiquei a discutir com André, buscando algo que identificasse o gótico. E seguimos caminho. Já ao retornar chegamos novamente a ela, só que por sua entrada principal. E aí estava o gótico! Completamente igual a Notre Dame de Paris. Aquela parte que havíamos visto era uma de suas laterais. E definitivamente era muito pouco gótica.

Trondheim tem uma vida cultural animada porque abriga uma universidade de música. Logo no início da nossa caminhada nos deparamos com um Museu do Rock. Infelizmente não deu tempo entrar. A mim me impressionou bastante o prédio do Hotel Clarion por suas janelas que parecem ter os contornos fora de foco, sem os contornos nítidos. Além de seu pórtico de um dourado reluzente que chama atenção de longe.

Convivendo com essa parte moderna encontramos casinhas lindas de madeira, algumas na beira do canal construídas sob palafitas. E aqui está também o bonito Palácio Real, todo em madeira e infelizmente fechado a visitação nessa época do ano.