Os preços e as modas em Montevideu 

Casaco na vitrine de Manos del Uruguay

Quando a gente vê que um real vale 8,20 (na melhor cotação; encontramos até por 7,80) pesos uruguaios, a gente fica achando que vai se asbaldar nas compras, porque nosso dinheiro é poderoso. Até vai, mas não tanto. As coisas não são tããão mais baratas do que no Brasil. Por exemplo, se você quiser comprar um bom, mas bom mesmo, casaco de lã de tear, você vai precisar de algo em torno de 4.000 pesos, ou seja, 500 reais. É caro? Bom, pra mim é. Em um bom restaurante (La Pasionaria, no Centro, recomendadíssimo), fora do circuito turístico, pedimos o menu executivo, com entrada, prato principal e sobremesa, além de uma garrafa de vinho e água. Pagamos 100 reais cada uma. Mais ou menos o mesmo que pagamos em Natal. 

Por outro lado, é possível comer mais barato naqueles lugares com cartazes do lado de fora. Eu, particularmente não como em lugar que coloca a foto do prato em cartazes do lado de fora do restaurante. Detesto. Mas sei que é frescura minha, há quem goste. Enfim, um café da manhã nesses lugares pode sair por 18 reais, sem a gorjeta, e você toma café, um suco de laranja, uma “media luna” com queijo e presunto. 

Uma coisa bastante interessante é que restaurantes e alguns hotéis, nos pagamentos feitos com cartão de crédito, nos descontam cerca de 18% do valor, o que compensa bem os 6 e tanto por cento do IOF. Mas o real se torna uma moeda poderosa porque é aceito como forma de pagamento em quase todos os lugares, então estamos usando pesos apenas para coisas pequenas como passagem de ônibus, comprar um água, pagar a gorjeta (apesar de ela também poder ser incluída no pagamento do cartão, é cobrada a parte e não entra nos tais 18%). Ou pagamos com cartão ou com reais mesmo. 

E as modas? Uma coisa que me chamou atenção nesses lugares por onde andamos, fugindo de shoppings, foi não ter encontrado nenhuma dessas lojas que encontramos em todos os lugares do mundo. Não vi C&A, não vi H&M, não vi Starbuck. A febre daqueles casacos fofinhos de gominhos (doudoune, como são chamados na França) definitivamente não chegou por aqui. As pessoas usam casacos de tecelagem, xales ou ruanas, que são grandes xales retangulares, quase um poncho. Uma ou outra jaqueta de nylon ou moletom, mas nada de “gominhos” ou jaquetas de couro. Camisas de flanela xadrez é o que há. Para homens e mulheres. Quem não usar uma não tá com nada. Estou procurando um outlet pra comprar a minha. 😉😉

Me impressionou ver todas as mulheres com botas, sapatos fechados ou mesmo sandálias com um ridículo solado de borracha preta de uns 5 ou mais centímetro de altura. Uma coisa horrorosa, deselegante, tosca. Achei ótimo, porque só assim não serei tentada a comprar sapatos por aqui. Sapatos são sempre minha perdição consumista.

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